Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > LIBERDADE DE IMPRENSA

RSF divulga novo ranking mundial

02/11/2004 na edição 301

O terceiro Índice Anual de Liberdade de Imprensa divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras [26/10/04] revela que a livre atuação do jornalismo sofre grande ameaça no leste asiático, onde os países mostraram os piores desempenhos de respeito à liberdade de expressão. Entre os 167 países avaliados, a Coréia do Norte ficou em último lugar no ranking; Burma ficou em 165º lugar; China em 162º; Vietnã em 161º e Laos em 153º. Pouco mais acima, aparecem alguns países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, em 159º, o Irã em 158º, a Síria em 155º e o Iraque em 148º.

Nestas regiões, uma mídia independente ou não existe ou é perseguida e censurada diariamente; a liberdade de informação e a segurança de jornalistas não são garantidas. A guerra contínua fez do Iraque o lugar onde mais morreram jornalistas em exercício da profissão nos últimos anos, com 44 vítimas fatais desde que a guerra começou, em março do ano passado.

Outros lugares que tiveram posições ruins no ranking foram Cuba, que ficou em 166º lugar (atrás apenas da China em quantidade de jornalistas presos); Turcomenistão, em 164º lugar; e Eritréia, em 163º lugar. Nestes dois últimos, não existe imprensa privada e os cidadãos só têm acesso às mídias controladas pelo governo e dominadas pela propaganda oficial.

Refúgios de paz para jornalistas

Os melhores países em respeito à liberdade de imprensa são encontrados no norte da Europa (Dinamarca, Finlândia, Holanda e Noruega). Dos vinte melhores, somente três (Nova Zelândia, Trinidad e Tobago e Canadá) estão fora da Europa.

Outras pequenas e empobrecidas democracias aparecem em lugares altos da lista, como El Salvador (28º) e Costa Rica (35º), na América Central, junto com Cabo Verde (38º) e Namíbia (42º), na África, e Timor Leste (57º), na Ásia.

O ranking foi organizado pelos RSF foi montado a partir de entrevistas com mais de 100 correspondentes ao redor do mundo, representantes de 14 organizações de liberdade de expressão nos cinco continentes, jornalistas, pesquisadores, juristas e ativistas de direitos humanos. Todos eles responderam 52 perguntas que ajudaram a indicar o estado de liberdade de expressão nos 167 países relacionados.

A lista completa pode ser encontrada no sítio www.rsf.org/article.php3?id_article=11715.

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