Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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MONITOR DA IMPRENSA >

RSF inaugura Memorial dos Jornalistas na Europa

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 17/10/2006 na edição 335

A organização Repórteres Sem Fronteiras [7/10/06] inaugurou na cidade de Bayeux, na Normandia, um memorial em homenagem aos cerca de dois mil jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e técnicos de som mortos em todo o mundo desde 1944. É o primeiro memorial do tipo na Europa.

O Memorial dos Jornalistas consiste em um caminho de pedras brancas com os nomes dos profissionais de imprensa. Quatro das pedras, que cobrem os anos entre 1997 e 2005, já foram instaladas no local. As outras serão gravadas e colocadas nos próximos meses. O monumento foi projetado e construído pelo arquiteto e paisagista Samuel Craquelin.

Segundo a organização, um total de 53 jornalistas e 17 assistentes de mídia foram mortos em todo o mundo desde o começo deste ano. Os países mais letais para profissionais de imprensa nos últimos 10 anos são o Iraque (com 77 mortos), a Colômbia (38), Filipinas (33), Sérvia (22), Rússia (21), Índia (19), Serra Leoa (16), México (15), Bangladesh (13), Brasil (12), Sri Lanka (12) e Afeganistão (11).

Cobertura de guerra

A guerra no Iraque é considerada o conflito mais perigoso para jornalistas desde a Segunda Guerra Mundial. Os recentes conflitos no Líbano e na Somália também serviram para mostrar que estes profissionais são vistos cada vez menos como figuras neutras e cada vez mais como alvos expostos aos perigos de uma zona de guerra.

Estima-se que o número de jornalistas mortos nas duas décadas da guerra do Vietnã, entre 1955 a 75, tenha chegado a 63. Em três anos de Iraque, contabiliza a RSF, este número chegou a 103. Quarenta e nove jornalistas e assistentes foram mortos na então Iugoslávia, entre 1991 e 1995. Na guerra civil da Argélia, entre 1993 e 96, morreram 77 profissionais.

A organização afirma que possui alguns projetos com o objetivo de aumentar a segurança dos jornalistas. Ela trabalha, por exemplo, com os legisladores franceses François Loncle e Pierre Lellouche – autores de um estudo intitulado ‘A segurança dos jornalistas e a liberdade de imprensa em zonas de guerra’ – para conseguir com que o Conselho de Segurança da ONU adote uma resolução de proteção a jornalistas e que a UNESCO aprove uma convenção reafirmando o direito dos profissionais de imprensa a segurança em qualquer circunstância.

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