Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

MONITOR DA IMPRENSA > POLÍTICA NOS EUA

Sarah Palin e a mídia, segundo round

04/12/2009 na edição 566

Mesmo não sendo mais governadora do Alasca, é assim que os repórteres deveriam se referir a Sarah Palin na sessão de autógrafos de seu livro de memórias Going Rogue, no Mall of America, em Minneapolis, marcada para a próxima semana. E apenas em inglês – jornalistas estrangeiros estavam banidos do evento, segundo um documento com as normas da organização.


O papel com as regras acabou vazando a jornalistas, o que levou o Mall a pedir desculpas a Sarah pelo erro de tornar pública uma ‘comunicação interna’. ‘Os funcionários do local serem instruídos a usar o termo ‘governadora’ para se referir a Sarah Palin é um sinal de respeito. Mas as normas internas foram enviadas a um repórter da AP por engano, que havia entrado em contato para saber sobre a sessão de autógrafos’, explicou o diretor de relações públicas do Mall, Dan Jasper. ‘Isto não deveria estar em nenhum tipo de kit de imprensa’, afirmou Tina Andreadis, assessora da editora HarperCollins em Nova York, que acrescentou que jornalistas estrangeiros serão bem vindos na ocasião. ‘Esta não é a mensagem que a governadora quer passar’.


De qualquer modo, com regras ou sem regras, Sarah, que disputou a vice-presidência americana no ano passado pelo Partido Republicano, não tem falado com quase nenhum repórter – americano ou estrangeiro – durante a turnê de divulgação do livro. A mídia não teve acesso, por exemplo, a um evento em uma escola no Missouri, esta semana – alguns jornalistas conseguiram entrar usando convites obtidos com estudantes.


Além disso, esta não foi a primeira vez que uma sessão de autógrafos de Sarah Palin causou certo desconforto. Na semana passada, militares haviam proibido a imprensa de comparecer a uma sessão em Fort Bragg, na Carolina do Norte, temendo que o evento se tornasse uma plataforma política crítica ao presidente Barack Obama. Depois de receber críticas externas, o Exército acabou voltando atrás na decisão. Ainda assim, Sarah não falou com os jornalistas presentes.


Desde a campanha presidencial, a então governadora entrou em uma verdadeira guerra com a mídia americana, que questionava suas habilidades políticas para a Casa Branca e explorou ao máximo pautas polêmicas sobre a sua família, como a gravidez de sua filha adolescente. Até hoje, Sarah demoniza a mídia em seus discursos. Com informações de Alan Scher Zagier [AP, 3/12/09] e de Vince Tuss [Star Tribune, 3/12/09].

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