Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

MONITOR DA IMPRENSA > JAMES RISEN

Situação de repórter que se recusa a revelar fonte segue sem solução

Por lgarcia em 05/11/2014 na edição 823

Tradução e edição: Leticia Nunes. Informações da Associated Press [“No prospect of NYT journalist testifying at ex-CIA officer's trial, prosecutors say”, The Guardian, 3/11/14] e de Josh Gerstein [“Holder sees ‘resolution’ in Risen case”, Politico, 29/10/14] 

A promotoria do caso do ex-agente da CIA Jeffrey Sterling, acusado de vazar informações confidenciais, afirmou na segunda-feira [3/11] que não chegou a um acordo com o jornalista James Risen. Advogados do repórter teriam informado que, mesmo se intimado a depor no julgamento de Sterling, marcado para janeiro, ele se recusará a cooperar.

Sterling é acusado de vazar para Risen informações sobre uma operação secreta do governo americano no Irã. O repórter do New York Times revelou o plano frustrado para minar o programa nuclear iraniano no livro State of War, publicado em 2006. Os promotores alegam que o testemunho de Risen é essencial para o caso e, por isso, o julgamento já foi atrasado por três anos enquanto advogados debatem se ele, como jornalista, tem direito a se recusar a identificar suas fontes anônimas.

Em 2014, um juiz de Alexandria, na Virginia, determinou que Risen não era obrigado a testemunhar, mas a decisão foi derrubada por um tribunal de apelação. A Suprema Corte, em junho, manteve a autorização para que a justiça intime Risen a depor. O impasse continua, no entanto, porque o ministro da Justiça, Eric Holder, indicou, mais de uma vez, que não pretende prender jornalistas por obstrução à justiça caso se recusem a testemunhar. No fim de outubro, Holder – que recentemente anunciou que deixará o cargo – reafirmou sua vontade e disse esperar que a situação de Risen seja resolvida de uma maneira que satisfaça a todas as partes envolvidas.

 

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