Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

ENTRE ASPAS > IMPRENSA BRITÂNICA

Tabloides publicam foto de Michael Jackson morto

Por lgarcia em 28/09/2011 na edição 661

Tradução e edição: Leticia Nunes

As primeiras páginas dos jornais The Sun, Daily Mirror e Metro desta quarta-feira, 28, provocaram controversia. Todas as capas traziam uma foto do cantor Michael Jackson, morto, em uma maca de hospital. A manchete do Sun dizia: “Jacko left to die” (Jacko deixado para morrer). O jornal diz que o cantor teria sido “abandonado” pelo médico Conrad Murray, que enfrenta julgamento esta semana por homicídio culposo.

                                  

O professor de jornalismo Roy Greenslade, colunista do site do Guardian, escreveu sobre o assunto. “Honestamente, não sou contra nem a favor [da publicação da foto]”, afirmou. “De modo geral, preferia não vê-la, mas não acho que ela seja absurdamente perturbadora”.

A questão, para ele, é de gosto. A imagem foi mostrada ao júri no tribunal, e os jornais estariam apenas mostrando ao público o que o júri viu. Mas a publicação da foto deve ter irritado muitos leitores. Greenslade lembra que o tema “morte” é um tabu maior no Reino Unido do que em outros países. Daí sabe-se que, ao publicar uma fotografia de uma pessoa morta, um jornal corre o risco de enfrentar um resposta negativa do público.

Ele diz não acreditar ser necessária uma ação da Press Complaints Commission, a comissão de queixas à imprensa britânica, pois, em sua opinião, não houve uma violação do código de ética que deve ser respeitado pelos editores dos veículos de comunicação do país. E alegações de que a imagem seria uma invasão à privacidade de Michael Jackson também seriam exageradas.

“Pessoas que foram famosas em vida acabam sendo famosas na morte. E o Sun, o Mirror e o [Daily] Mail – jornais que vivem das celebridades – refletem esta triste realidade”, afirma. “Ainda que não haja um ‘interesse público’ na divulgação [da foto], poderia ser dito que existe um interesse do público – de uma parcela mórbida do público”.

E, finalmente, Greenslade ressalta: “É simplesmente uma questão de gosto. Você gosta ou não. E, se sentir-se ofendido, não compre o jornal”.

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