Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > INTERNET

Teste avalia uso das redes sociais no jornalismo

09/02/2010 na edição 576

Cinco jornalistas passaram cinco dias em uma fazenda no sul da França recebendo notícias e se comunicando com o resto do mundo apenas via Twitter e Facebook. Não se tratou de mais um criativo reality show, mas de uma criativa experiência para tentar descobrir o quanto é possível ficar bem informado confiando nas cada vez mais populares redes sociais.

Os jornalistas não tiveram acesso a nenhum outro tipo de mídia, como jornais, televisão, rádio e outros sites na internet. Apesar de poderem seguir links postados no Twitter e no Facebook, o repórter Janic Tremblay, da Radio Canada, decidiu levar o experimento ao extremo e não abriu nenhum link. Passou cinco dias recebendo informações através de títulos de reportagens e comentários dos internautas.

A experiência teve resultado equilibrado, com pontos positivos e negativos sobre o uso das redes sociais. Um dos benefícios apontados pelos jornalistas foi o acesso instantâneo a informações de uma maneira impossível de ocorrer com as plataformas de mídia mais antigas. Por outro lado, eles ressaltaram um problema básico: é extremamente difícil verificar a credibilidade dos comentários divulgados no Twitter e no Facebook.

Entrevista

Em entrevista à rede britânica BBC, Tremblay explicou que o projeto, realizado pela RFP, associação de emissoras públicas em língua francesa, tomou como base o fato de os jovens estarem cada vez mais se informando pelas redes sociais na internet. O jornalista disse que o Twitter, ainda que funcione como uma poderosa ferramenta para jornalistas e um ótimo radar para a busca de notícias, é uma plataforma extremamente perigosa justamente por sua instantaneidade e seu alcance.

Ele conta que conseguiu entrevistar, via microblog, um ativista russo que havia sido preso após um protesto em Moscou. Pessoas de sua rede de contatos comentaram sobre o caso: o ativista estava na cadeia, mas tinha conseguido manter seu smartphone; através dele mandava mensagens para o Twitter. Tremblay passou a conversar com o homem, que falava francês, por mensagens de 140 caracteres e descobriu que ele estava há mais de três horas detido sem acusações formais e sem direito a contato com um advogado.

Por outro lado, ele lembra de um caso na cidade francesa de Lille em que rumores de uma misteriosa explosão levaram à criação de uma comunidade no Facebook. Poucas horas depois, mais de cinco mil pessoas haviam se juntado à página para discutir o assunto. No dia seguinte, descobriu-se que a tal ‘explosão’ tratava-se, na verdade, de um avião que havia rompido a barreira do som.

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