Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MONITOR DA IMPRENSA > CASO VALERIE PLAME

Time é intimada a entregar rascunhos a Libby

Por Edição de Leticia Nunes (com Larriza Thurler) em 30/05/2006 na edição 383

A revista Time terá que entregar a Lewis Libby rascunhos de matérias para serem usadas na defesa do ex-chefe de gabinete do vice-presidente americano no processo que sofre por falso testemunho e obstrução à justiça, determinou o juiz Reggie B. Walton. Os advogados de Libby, indiciado em outubro de 2005 em conseqüência da investigação do caso Valerie Plame, pediam que organizações de mídia como a Time, a NBC News e o New York Times entregassem anotações de jornalistas, rascunhos e e-mails que pudessem ter ligação com o caso.

O juiz determinou que precisaria analisar o material pedido para decidir se Libby deveria ou não ter acesso a ele. Na sexta-feira (26/5), Walton rejeitou o argumento das empresas de comunicação de que tinham o direito de se recusar a fornecer este tipo de informação em casos criminais.

Times e NBC liberados

O juiz afirmou que o New York Times terá que entregar rascunhos de artigos e outros dados durante o julgamento de Libby, marcado para o início de 2007, caso a jornalista Judith Miller contradiga seus depoimentos anteriores quando testemunhar. Walton determinou que, por enquanto, Judith – que era repórter do Times e foi presa por se recusar a revelar sua fonte à justiça – não tem que entregar dois cadernos de anotações, seus registros telefônicos ou agendas de compromissos porque estes materiais não são relevantes para a defesa de Libby.

A NBC News também não precisará entregar aos advogados do ex-chefe de gabinete anotações feitas pela correspondente Andrea Mitchell, porque é improvável que ela seja chamada a testemunhar no julgamento.

O juiz determinou, entretanto, que a revista Time deve entregar rascunhos de matérias assinadas pelo repórter Matthew Cooper sobre conversas que teve com Libby porque, segundo ele, foram encontradas inconsistências delas com os depoimentos do jornalista diante do grande júri.

Represália

O caso Valerie Plame abalou a proteção de sigilo de fontes da imprensa americana ao intimar, ao longo dos últimos três anos, diversos jornalistas a depor sobre a identidade de suas fontes. Valerie Plame é uma ex-agente da CIA que teve sua identidade secreta revelada pelo colunista sindicalizado Robert Novak, em julho de 2003 – pouco tempo depois que seu marido, o diplomata Joseph Wilson, publicou artigo no New York Times criticando o governo Bush. Uma investigação comandada pelo promotor Patrick Fitzgerald visa descobrir quem vazou para a imprensa a identidade de Valerie, e se isso foi feito em represália a seu marido. Informações de Toni Locy [Associated Press, 27/5/06].

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