Domingo, 15 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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TV não exibe cenas de filme crítico a Berlusconi

01/09/2009 na edição 553

A emissora estatal italiana RAI recusou-se a exibir um trailer do documentário Videocracy (Videocracia, tradução livre), alegando que as imagens seriam ofensivas à reputação do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. A Mediaset, empresa que administra emissoras de TV privadas no país e pertence à família Berlusconi, também se negou a exibir o trailer. Em carta, a RAI explicou que as imagens faziam alusão aos recentes episódios da vida particular do primeiro-ministro e não eram apropriadas.

O cineasta Erik Gandini defendeu a obra, que terá sua estréia no Festival de Cinema de Veneza, insistindo que ela não trata especificamente dos escândalos envolvendo Berlusconi, mas sim da ‘cultura italiana’, ao contar a história do grupo Mediaset e do primeiro-ministro no poder. ‘É um filme sobre o presente, que fala sobre o que a Itália transformou-se nestes anos. E, claro, Berlusconi está no enredo. Em uma videocracia, a chave do poder é a imagem. Na Itália, um homem mantém o domínio da imagem ao longo de três décadas’, explicou.

Segundo a produtora Fandango, a RAI afirmou que o trailer trazia uma mensagem política contra o governo e que só poderia ser exibido caso fosse possível mostrar ‘outro ponto de vista’. ‘Eles já têm seis canais para contar o outro ponto de vista’, afirmou Gandini. A Mediaset e os três canais estatais da RAI, juntos, são responsáveis por 90% das emissoras abertas gratuitas na Itália. Informações da BBC News [28/8/09].

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