Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº955

MONITOR DA IMPRENSA > REVISTAS NOS EUA

Vendas em bancas caem, mas assinaturas digitais aumentam

Por lgarcia em 13/08/2013 na edição 759

 Tradução de Rodrigo Neves, edição de Larriza Thurler e informações de Christine Haughney [“Magazine Newsstand Sales Plummet, but Digital Editions Thrive”, The New York Times, 6/8/13]

As revistas americanas continuaram a lutar com as vendas de assinaturas e de exemplares em bancas durante o primeiro semestre de 2013, mas tiveram melhoras nas vendas de assinaturas digitais, de acordo com os números publicados pela Aliança pela Auditoria de Mídia (Alliance for Audited Media, ex-Audit Bureau of Circulations).

O total de assinaturas caiu 1% no primeiro semestre e a venda em bancas, um indicador do apelo da revista, caiu 10%. Ambas as quedas são similares às tendências do mesmo período do ano anterior. Dentre as maiores quedas em vendas de bancas estão as revistas semanais de celebridades e as voltadas às mulheres, que lutam para competir com o conteúdo rival online.

Grandes nomes como a Vogue e a Vanity Fair também tiveram problemas nas bancas. A Vogue sofreu queda de 10,4% nas vendas e a Vanity Fair, 11%. A revista semanal Time teve um aumento de 1,2%. Tanto a Vogue quanto a Vanity Fair registraram um aumento de 2% de assinatura, enquanto a Time registrou aumento de 0,7%.

Revista femininas

Os números também mostram que a versão digital das revistas agora compõe 3,3% da circulação, com 10,2 milhões de edições vendidas no semestre. No mesmo período de 2012, o produto compunha 1,7% da circulação. “É relativamente pequeno”, disse Steven Cohn, editor da Media Industry Newsletter, sobre as assinaturas digitais, “Eu esperaria que esses números crescessem firmemente, mas é como todo o resto. Você deve andar para depois correr. As coisas vão se acelerar”.

As revistas semanais de celebridades sofreram as maiores quedas de venda em bancas, incluindo a People (queda de 11,8%), US Weekly (16,7%) e Life &Style Weekly (20,9%). Mas Cohn aponta que esses títulos diminuíram em parte pela ausência de um grande evento para estimular as vendas: “o nascimento do bebê real só veio em julho. As revistas precisam de um estimulante como esse e não tiveram”.

Cohn disse estar mais preocupado com as revistas femininas, que sofreram uma grande queda nas bancas. A Cosmopolitan sofreu uma queda de 23,9% na venda em bancas, a Glamour, 28,8% e a Oprah Magazine, 22,7%. “Não sei o que elas podem fazer para melhorar. Elas são bem dependentes das bancas”, disse Cohn. No entanto, as assinaturas digitais da Cosmopolitan cresceram 33% e a da Oprah Magazine, 22%.

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