Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1064
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Violência contra a mídia após golpe de Estado

20/08/2009 na edição 551

Uma nova onda de violência contra a mídia atingiu Honduras na semana passada, o que mostra que o país está longe de resolver a crise gerada pela retirada do presidente Manuel Zelaya do poder, após golpe de Estado no dia 28/6. ‘O governo já mostrou como entende o conceito de liberdade de imprensa ao colocar soldados e policiais contra a mídia crítica ao golpe. Os ataques à mídia são um sinal de deterioração da liberdade de imprensa desde o dia 28/6’, relatou a organização Repórteres Sem Fronteiras. ‘Pedimos aos ativistas da Frente Nacional de Resistência ao Golpe que não usem violência física contra o governo’.


Segundo Lidieth Diaz, da Radio Globo – uma das poucas remanescentes ainda críticas ao governo –, seu pedido de acesso ao palácio presidencial no dia 13/8 para cobrir uma cerimônia com a participação do novo presidente, Roberto Micheletti, foi negado. Após intervenção do ombudsman da estação, ela conseguiu o acesso, horas depois. A rádio Progresso, emissora educacional administrada por jesuítas, disse que seu repórter Gustavo Cardoza foi atacado pela polícia enquanto cobria a expulsão dos partidários de Zelaya no alojamento em Choloma, no dia 14/8. Cardoza disse ter sido agredido por um policial que lhe apontou a arma. Policiais confirmaram a agressão. Ele foi levado para uma delegacia, onde ficou por várias horas até que seus advogados intercederam. Na mesma operação, a polícia agrediu o fotógrafo Julio Umaña, do jornal Tiempo, e confiscou sua câmera, mesmo ele tendo mostrado sua credencial de imprensa. Alfredo López, presidente a Radio Coco Dulce, também foi preso, durante uma manifestação da Frente Nacional pela Resistência ao Golpe, no dia 12/8, sendo solto na mesma noite.


Jornalistas que trabalham para a mídia pró-Micheletti também foram alvos de violência. No dia 15/8, cinco coquetéis Molotov foram jogados nos escritórios do jornal El Heraldo, que apóia fortemente Micheletti. Muitos repórteres foram ameaçados ou atacados fisicamente por partidários de Zelaya, que acusa o diário de participar de uma conspiração contra o presidente derrubado. Membros da Frente Nacional pela Resistência ao Golpe fizeram um protesto em frente aos escritórios do La Tribuna, no dia 15/8, atacando verbalmente seu editor e equipe. Dois dias antes, homens atearam fogo em um dos caminhões de distribuição do jornal. Informações da Repórteres Sem Fronteiras [17/8/09].

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