Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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MONITOR DA IMPRENSA >

Wall Street inspira escritores e editoras

30/09/2008 na edição 505

A crise que abalou Wall Street já motiva jornalistas de economia a escrever livros sobre o tema. As editoras, por sua vez, tentam controlar a euforia e afirmam, oficialmente, que ainda é cedo para publicar algo. ‘Há provavelmente dezenas de escritores ansiosos para publicar um livro, mas é preciso esperar para ver como tudo se desenrola’, opina Tim Duggan, vice-presidente e editor-executivo da Harper. ‘Talvez ainda tenhamos fatos novos nos próximos meses, mas agora o clima financeiro muda drasticamente a cada 24 horas. Daqui a três meses, a situação estará bem diferente’.

Apesar da cautela, algumas editoras já negociam com jornalistas especialistas no assunto, como Roger Lowenstein, veterano do Wall Street Journal, ou o repórter Andrew Ross Sorkin, do New York Times. ‘Há muito a ser dito em um livro, mas não sabemos como ele será’, comenta o publisher David Rosenthal, da Simon&Schuster, observando que há escritores que fariam bons livros independente do desfecho da crise.

É o caso do colunista Joe Nocera, do NYTimes, e da ex-repórter da Fortune Bethany McLean, que decidiram escrever um livro juntos no dia que o Lehman Brothers declarou falência e a Merrill Lynch foi vendida para o Bank of America. Na ocasião, Nocera visitava Bethany (co-autora do livro The Smartest Guys in The Room, sobre o caso Enron) em Chicago. ‘Queremos escrever ‘O’ livro, e não tenho medo de dizer isto. Será um livro atemporal e, devido aos nossos contatos e talento para escrever, acho que será difícil fazer um igual – ainda que isto soe egocêntrico’, afirma Nocera. Estima-se que a agência Darhansoff, Verrill and Feldman, que representa os dois autores, esteja pedindo US$ 1 milhão pela publicação.

Pressa

Sloan Harris, co-diretor do departamento literário do ICM, planeja lançar um livro eletrônico de Daniel Gross, da Newsweek, até o fim do ano – com uma edição impressa nos meses seguintes. ‘Minha idéia era lançar o livro imediatamente, para preencher a lacuna do jornalismo diário e semanal e dos livros que serão lançados daqui a um ou dois anos. Não acredito que os leitores tenham uma visão unificada [da crise] lendo 30 artigos’, afirma Harris. ‘Acho que há uma necessidade incrível de compreensão da crise por parte de pessoas que não querem esperar seis meses por um livro’.

A questão é que ninguém tem idéia de quando a poeira em Wall Street vai baixar e nem quanto tempo os rivais literários irão esperar. ‘Você se compromete com um escritor, mas não necessariamente assina um contrato’, explica Will Weisser, publisher da Portfolio, unidade da Penguin. ‘Há duas estratégias’, diz ele. ‘Ou você corre para ser o primeiro [a publicar um livro] e espera lucrar com isto, ou aguarda e faz algo espetacular’. Informações de Leon Neyfakh [The New York Observer, 29/9/08].

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