Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

MONITOR DA IMPRENSA > INTERNET

Youtube usa mídia impressa para divulgar programação

02/12/2009 na edição 566

Como muitos fenônemos da internet, o YouTube ficou famoso por divulgação ‘boca a boca’, sem necessidade de anúncios. Já grande, no entanto, o site de compartilhamento de vídeos optou por fazer uma campanha publicitária inédita no Reino Unido, usando, ironicamente, a mídia tradicional. O objetivo é chamar a atenção para uma grande quantidade de vídeos produzidos profissionalmente, de longa duração, que estarão disponíveis gratuitamente e com o consentimento dos detentores de direitos autorais – porém com anúncios.


Com o slogan ‘YouTube got TV’ (O YouTube tem TV, tradução livre), a campanha irá divulgar propagandas em ônibus e metrô, além de anúncios impressos em revistas e jornais. Além disso, um quiosque será montado perto da Carnaby Street, em Londres, para que transeuntes possam escolher quais programas querem assistir em telões. ‘Sabemos que os usuários do YouTube gostam de uma variedade de conteúdo no site, mas há uma demanda particular por programação de longa duração. Por isso, a campanha tem como objetivo contar a eles que o conteúdo de TV de longa duração chegou’, diz Anna Bateson, diretora de marketing do YouTube. ‘Trata-se de uma grande oportunidade para parceiros e anunciantes atingirem novas audiências’.


O número de programas de TV disponíveis no YouTube cresceu substancialmente desde que o site fez uma parceria com o Channel 4, em que ambos compartilham lucros gerados pela exibição de anúncios. Internautas têm acesso a mais de cinco mil vídeos, dos quais quatro mil são programas de longa duração do canal, totalizando mais de três mil horas de conteúdo. A grade completa do Channel 4 estará disponível na rede no começo do ano que vem.


Graças também a um acordo do YouTube com cerca de 60 parceiros, é possível assistir a outros programas de longa duração online, como diversas séries antigas da BBC. Antes visto como uma ameaça às emissoras tradicionais, o YouTube hoje é tido como um potencial parceiro. Informações de Chris Tryhorn [The Guardian, 30/11/09].

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