Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

MURAL > BOA NOTÍCIA

O que há de bom em meio ao drama

Por Diléa Frate em 27/03/2007 na edição 426

Ficamos quase um ano sem atualizar por um motivo: a boa notícia praticamente faliu por falta de verba e patrocínio. Mas, como somos eternamente otimistas, e, como a falta de dinheiro não significa necessariamente a falta de entusiasmo e de colaboradores, estamos voltando, devagar, atendendo a pedidos e a um consenso geral: não dá para agüentar a exploração de tanta notícia sobre violência em nosso cotidiano selvagem.

Sabemos que a realidade não está fácil, mas sabemos também que o ser humano continua lutando para progredir e se desenvolver. Milhares de notícias que ressaltam boas ações, descobertas e atitudes positivas são deixadas de lado em detrimento a detalhes mórbidos envolvendo acontecimentos trágicos e bizarros.

Ninguém é contra dar a notícia de um menino que é arrastado por quilômetros do lado de fora de um carro por bandidos selvagens. Mas tem sentido ficar repetindo isso sem parar, meses a fio, só por uma curiosidade mórbida, uma exploração barata, sem que haja nenhuma solução para o problema? Por que o noticiário também não se ocupa das coisas boas? Por que essas coisas boas não podem figurar ao lado das coisas ruins?

Objetivo: esperança

Quando se fala em menores infratores só vemos a barbárie, nunca as possibilidades de reabilitação, nunca a esperança. Será que não há menores que venceram a sua condição marginal e se converteram em homens de bem? Se existe, divulga-se pouco. Como não se divulgam os empresários que bancam orquestras em comunidades carentes, ou donas-de-casa que fazem trabalho voluntário alfabetizando crianças, e muitas outras ações que mereceriam ser enaltecidas e não são.

A divulgação de outras ações que mostrem que o ser humano ainda pode ser bom, que pode ainda haver uma esperança entre tantos desastres, é o nosso objetivo. Vamos continuar remando contra a maré e contamos com a colaboração de quem, como nós, acredita que o mundo não é assim tão horrível, que estamos cercados de menores delinqüentes e cruéis em todas as esquinas. Confira aqui.

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Jornalista

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