Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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Se os mansos de coração são assim…

05/05/2009 na edição 536

Segundo a definição de Ambrósio Calepino, de 1502, tolerare, proveniente do latim, significa sofrer, suportar pacientemente. A tolerância é um termo que dá a idéia do grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra moral, cultural, civil ou física. Do ponto de vista da sociedade, a tolerância define a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar, noutra pessoa ou grupo social, uma atitude diferente das que são a norma no seu próprio. Por exemplo, o aborto. Numa concepção moderna, é também a atitude pessoal e comunitária em face de valores diferentes daqueles adotados pelo grupo que se pertença originalmente. Por exemplo, a cor da pele.

Na Constituição Brasileira, encontramos no Art. 5º, inciso VI: ‘É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei.’

Já no Código Penal Brasileiro, Art. 208: ‘Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso.’

Levantamos inicialmente três pontos sobre o conceito de tolerância e suas implicações, com o intuito de estabelecer uma maior clareza nos debates no OI e no jornalismo.

Tolerância é uma das tantas virtudes, ensina o filósofo, necessárias para se elevar à condição de civilidade. Ela faz parte do processo de educação cívica visando o entrosamento ético de indivíduos e grupos de uma determinada sociedade, cuja meta é estimular a ‘disposição firme e constante para conviverem e se auxiliarem’. Implica em dois sentidos.

Justificar a escravidão

Na tradição da filosofia moral, a tolerância não é exatamente considerada uma ‘grande virtude’ ou ‘virtude cardinal’, tal como o é a justiça, a coragem, a prudência e a temperança (moderação). Contudo, ela não deve ser posta do lado das chamadas ‘pequenas virtudes’, como é o caso da polidez. A tolerância deve ser vista como transição, de entremeio das virtudes, sendo mais que o respeito, a polidez ou a piedade. Sérgio Paulo Rouanet (1934 – ), a vê ‘como passagem para um estágio mais civilizado e menos mecânico de convívio das diferenças’. Sinaliza, no entanto, que ‘as diferenças não devem ser apenas toleradas, porque do contrário elas se reduziriam a um sistema de guetos estanques, que se comunicariam no espaço público; deve ser uma virtude que cause interpenetração entre os diferentes’. Ou seja, a tolerância deve ser um ato constante de prevenção e educação.

Já Alain, pseudônimo de Émile-Auguste Chartier, (1868-1951) afirma que a tolerância ‘é uma espécie de sabedoria que supera o fanatismo, esse terrível ‘amor’ à verdade’. No fundo, sinalizamos acima, ela é uma espécie de prevenção contra o dogmatismo, para que este não vire fanatismo (na dimensão pessoal), fundamentalismo (na dimensão religiosa) e totalitarismo (na dimensão de Estado ou de governo).

Localizada como virtude de entremeio, de transição, a tolerância é exercício necessário para se chegar a conquistar o conhecimento. Na consideração de André Comte-Sponville (1952 – ), é uma virtude necessária para o exercício das coisas pequenas do cotidiano. Por causa, em grande parte, da intolerância da Igreja Católica, os autores do século 18 em diante, Locke, Montesquieu e Rousseau, vão continuar afirmando a existência do direito natural, mas tiram Deus da história. Notemos que estes escritos beiravam o risco de morte para os seus autores. Muitos tiveram que se evadir. John Locke foi obrigado a se refugiar na Holanda, ‘o último grande filósofo que procura justificar a escravidão absoluta e perpétua’.

A mais intolerante das religiões

Nela, existe uma espécie de prontidão e atividade; ‘prontidão’ a favor de idéias e atos de tolerância e ‘atividade’ contra tudo que se cerceia, reprime, oprime, discrimina, que a ameaça, que não respeita as diferenças humanas, sejam étnicas, culturais, religiosas etc. A democracia é um bom exemplo de exercício, ao mesmo tempo, de ‘prontidão’ e ‘atividade’ de tolerância, ou seja, ‘democracia não é fraqueza. Tolerância, não é passividade’, assinala Comte-Sponville. A professora Olgaria Chain Feres Matos lembra que tolerare quer dizer ‘levar’, ‘suportar’, e também, ‘combater’.

Quem se pretende possuir ‘a verdade’, ou melhor, ‘a certeza’, termina sendo intolerante em aceitar outros posicionamentos, se fechando a escutar de tudo que apresente diferente ou incompreensível ao seu esquema conceitual de fala e ação. O apego irracional ao livro e à palavra escrita. O crente que se nega a analisar as outras opções de crenças existentes no mundo, ou até mesmo a possibilidade dela não existir, dela poder vir a ter alguma validade. O moralista, por exemplo, é in-tolerante com os que possuem valores diferentes do seu; em verdade, sabemos se tratar de um moralista quanto sofremos a imposição de seus valores, baseado em sua ‘certeza moral’. O moralista carrega a ambição de impor a todos, universalizando seus valores morais, alimentares e sexuais como certos.Que tipo de pesquisas científicas permitirem, que conclusões devem ser dadas a elas, o que deve ser encontrado, que tipo de sexo deve ser considerado autorizado para os outros praticarem, o que o espaço público deve admitir como adequados, enfim, combater as idéias contrárias à fé e aos bons costumes. Até mesmo a vida privada dos outros deseja estabelecer regras.

Assim, ‘toda intolerância tende ao totalitarismo’ (‘integrismo’, quando religiosa). Ser intolerante é manter uma ‘atitude de ódio sistemático e de agressividade irracional com relação a indivíduos e grupos específicos, à sua maneira de ser, a seu estilo de vida e às suas crenças e convicções’ (Rouanet). Tradicionalmente, a religião tem sido o principal agente da intolerância, como também é vítima. O filósofo britânico John Locke (1632-1704) considera, em Carta a respeito da Tolerância, publicado em 1689, que a Igreja Católica era provavelmente a mais intolerante das religiões que a humanidade já havia conhecido. Todo o discurso iluminista sobre tolerância pelos filósofos iluministas se deveu à religião e nunca contra os descrentes e hereges, ou minorias.

A questão fundamental do século 21

‘Mateus 27:25: E o povo todo respondeu: `Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!´’

Um breve levantamento histórico diz que a palavra tolerância foi ‘parida’ nos conflitos religiosos, no séc. 16, na época das guerras religiosas entre católicos e protestantes.

Voltaire (François Marie Arouet), filósofo francês (1694-1778), afirmou: ‘A tolerância é para os franceses um artigo de importação.’ Bernard Cottret (1951 – ) afirma: ‘A tolerância é o produto de um espaço geográfico específico, nomeadamente o noroeste da Europa. Ou seja: a Inglaterra e a Holanda. E ela é no final em especial a obra de um homem – John Locke – a quem o século 17 dedica um culto permanente.’ André Lalande (1913-1995), conta que ‘os católicos acabaram por tolerar os protestantes, e reciprocamente. Depois foi reclamada a tolerância em face de todas as religiões e de todas às crenças’. A partir do século 19, a tolerância estendeu-se ao livre pensamento e, no século 20, passou a ser acordo internacional com intenção de ser exercitada, através da Carta aos Direitos Humanos em 1948 e também através de algumas ONGs e de governos não totalitários.

Há um importante questionamento: a tolerância deve ter limites ou não? Para o escritor e Nobel em Literatura José Saramago, ‘a tolerância para no limiar do crime. Não se pode ser tolerante com o criminoso. Educa-se ou pune-se’. Nesse sentido, não se pode ser tolerante para com a tortura, o estupro, a pedofilia, a escravidão, o narcotráfico, o terrorismo, a guerra? Será mesmo? Já o filósofo Vladimir Jankélévitch (1903-1985) considera que, se levada a extremo, a tolerância ‘acabaria por negar a si mesma’, Ou seja, ‘a tolerância só vale, pois, em certos limites, que são os de sua própria salvaguarda e da preservação de suas condições de possibilidade’. O escritor e pacifista israelense Amós Oz, para quem a tolerância é a questão fundamental do séc. 21, nos deixa uma pergunta bem atual: ‘A tolerância deve se tornar intolerante para se proteger da intolerância?’

A verdade é indiscutível?

Mas esta tolerância universal seria também contraditória, pelo menos, na prática, e por isso não apenas moralmente condenável, como acabamos de ver, mas politicamente condenada. Foi o que nos mostraram, em diferentes problemáticas, Karl Popper e Vladimir Jankélévitch. Levada ao limite, a tolerância acabaria ‘por negar-se a si mesma’ (Jankélévitch), deixando as mãos livres àqueles que querem suprimi-la. A tolerância, portanto, só vale dentro de certos limites, que são os da sua própria salvaguarda e da preservação das suas condições de possibilidade. É o que Karl Popper denomina ‘o paradoxo da tolerância’: ‘Se formos de uma tolerância absoluta, mesmo com os intolerantes, e não defendermos a sociedade tolerante contra os seus assaltos, os tolerantes serão aniquilados e com eles a tolerância.’ Isto só vale enquanto a humanidade é aquilo que é, conflituosa, passional, dilacerada, mas por isso mesmo tem valor. ‘Uma sociedade onde fosse possível uma tolerância universal deixaria de ser humana e, de resto, não precisaria de tolerância’ André Comte-S Ponville (1952 –), Pequeno Tratado das Grandes Virtudes.

Se todos são livres, se todos são iguais em direitos, cada um pode ter a sua verdade. Correto. Mas isto não implica em escondê-la e impedir que se raciocine sobre elas entre os outros. Principalmente quando elas estão sendo usadas para ensinar crianças, determinar o que os outros podem ou não podem fazer, arrebanhar fanáticos para impor na Academia sua visão canhestra, tentar fixar na sociedade esta verdade sem que a mesma possa ou deva se discutir, usar de parâmetro para os não confessos seguir e obedecer. Só podemos respeitar sem ser respeitados? ‘O riso irônico desmascara o falso sublime, os exageros ridículos e o pesadelo das vãs mitologias’ Vladimir Jankélévitch.

Contudo, se a tolerância pudesse existir sem limites, se fosse uma virtude universal, onde todos fossem plenamente respeitados e respeitadores das diferenças humanas, provavelmente o mundo seria melhor de se viver. Mais que desejo e aspiração ética, seria uma utopia realizada. Entretanto, uma sociedade plenamente tolerante, continuaria sendo humana? Estaria amiga da verdade e da liberdade? Teriam nascido outras doutrinas e conhecimentos? O que seria dos protestantes, adventistas, espíritas se não pudessem desafiar a autoridade reinante e descobrir a ‘sua’ nova verdade? O que seriam dos escravos do passado e atuais se fosse negado o seu direito? O que seriam os budistas e taoistas brasileiros se não pudesse falar de outras ‘verdades’? A verdade é indiscutível e a palavra da pregação vista como uma ofensa? Se pregar outra verdade, outra revelação, outra interpretação se considera intolerância com aqueles que acreditavam de modo primitivo?

O domínio interior da consciência

A resposta é não. Este discurso de que assistimos nas últimas semanas no OI na verdade encerra uma falsa moral. Estes que juram que são os moderados, amantes da paz, que só pensam na convivência pacífica, que jamais levantarão uma pedra. Uma intolerância irracional. Publicitar, fazer a apologia de deuses, da salvação, do verdadeiro caminho em detrimento dos falsos, prometer a fortuna, a felicidade, a sorte no amor, a prosperidade e a saúde é permissível. Mas denunciar estas falsas promessas, os charlatões e curandeiros, suas contradições, os exemplos históricos e atuais devem ser calados a qualquer preço. A minoria que deve ser calada por ser intolerante. Os judeus que devem ser tolerantes com aqueles que obram pela sua eliminação. Não meus amigos. Não é isto o que se pede na tolerância. A de respeitar todas as mentiras. Mas jamais permitir que se apontem algumas verdades. Que o intolerante é aquele que deseja ter o mesmo direito daqueles poderosos que usam a mídia, batem de porta em porta, criam templos para arrecadar, prometem o céu, ameaçam com o inferno, a reencarnação perfeita, a fortuna garantida, a felicidade certa, a cura da alma e do corpo, a fórmula certa, verdadeira e infalível em detrimento das outras! Aqueles que promovem juizes, deputados, senadores confessionais para agirem em nome de suas idéias para as imporem a sociedade. Ou seja, todas as mentiras podem ser prometidas, mas nenhuma advertência pode ser proferida, que não seja apenas a outra falsa. Devemos usar Popper apenas na ciência, nas alegações sobrenaturais devemos suspender a razão e exercer a virtude do silêncio para que o falso prospere livremente. Não se usa na religião, na homeopatia, na análise do dilúvio ou dos genocídios gozosos da Bíblia. Não atrapalhemos os negócios, nos exigem. Devemos usar Popper para estimular a tolerância, menos para quem deseja o mesmo direito de pregar nos espaço público a idéia diferente. Todas podem ser praticadas, menos a racional e o uso de Popper e da razão para submeter às alegações ao crivo da validade. Apenas em defesa das ‘outras’ (por enquanto) a liberdade que deve ser tolerada?

John Stuart Mill (1806-1873) chama a atenção para um conceito muito mais amplo de liberdade. Já ocorrera a Revolução Inglesa, as revoluções Puritana, de 1640, e a Gloriosa, de 1688, a Revolução Americana (1776) e a Revolução Francesa (1789), o marco do começo da Idade Contemporânea. Esta afirmação que a liberdade compreende em primeiro lugar, nas palavras de Stuart Mill, o domínio interior da consciência, a liberdade de pensamento e de sentimento, esta liberdade inerente à cultura e ao pensamento liberal. Liberdade que é aproveitada pelos filósofos do século 19 livres da religião finalmente depois de milênios. Não podemos admitir regredir e voltar à tolerância vigiada no século 16.

‘Imprescindível ponto de referência’

Mas que liberdade pode ter uma pessoa da qual toda esta possibilidade foi retirada por uma educação castradora e cerceadora da liberdade de informação, totalmente monoconfessional e alienante de outras revelações? É muito interessante o paralelo que se pode fazer com a matéria de Igor Santana de Miranda no OIO `anacronismo´ da luta de classes‘,. Tentar convencer que hoje não precisamos mais nos prevenir das religiões quando a realidade grita ao nosso redor.

Interessante que este posicionamento parte justamente daqueles que acusam a ciência de ser dogmática, intolerante em aceitar a visão de leigos no ensino universitário e na sociedade para determinar na ‘mídia tupiniquim’ o que deve ou não a nomenklatura científica considerar. A verdade que eles querem impor via das massas. Mais uma vez o uso de Popper, para criticar a evolução da vida, suspendendo a análise por Popper, como fazem com a tolerância, que não se tenha uso dele pelo seu proselitismo fantástico, nas suas próprias bases bíblicas e do demiurgo pós-Pitecantropos Erectus.

O papa Bento 16 afirmou este mês de março que os estudiosos católicos não podem interpretar a Bíblia de uma maneira independente, nem de um ponto de vista científico ou individual, prescindido da fé e da doutrina da Igreja. Suponho que isto se estenda aos fiéis mais ainda. O mesmo papa que ataca a ciência. ‘A interpretação das Sacras Escrituras não pode ser somente um esforço científico individual, mas deve ser sempre confrontada, inserida e autenticada nas tradições viventes da Igreja’, disse Bento 16 durante um encontro com membros da Pontifícia Comissão Bíblica. Segundo o pontífice, ‘esta norma é decisiva para manter a correta e recíproca relação entre a exegese (interpretação de escrituras bíblicas) e o Magistério da Igreja’.

O papa explicou também que os intérpretes católicos devem estar atentos para perceber a palavra de Deus nos textos bíblicos, sendo que a falta deste ‘imprescindível ponto de referência faz a procura exegética ficar incompleta, perdendo de vista a sua finalidade principal, correndo o risco de se tornar um mero exercício intelectual’.

Certezas e dúvidas

No penúltimo OI, deixei passar de propósito despercebida a matéria sobre a luta do catolicismo pela reconquista do poder que exerceu por mais de um milênio, na qual reinou absoluta a sua intolerância total: ‘Entre a cruz e os tempos‘, por Fabricio Oliveira. Fabricio é mais um da enorme quantidade de jornalistas que usa a sua profissão para fazer proselitismo religioso particular em nome da sua, em vez de exercer a profissão em nome da sociedade que lhe outorgou este poder e eliminou os demais cidadãos da mídia. Jornalista de Pindamonhangaba, SP.

Seu texto lembra a principal busca da religião:

‘Para mudar a realidade criada, as religiões se posicionaram, usando a comunicação como um recurso fundamental. No caso da Igreja Católica, no século 15 o papa Inocêncio 8 escreveu o primeiro documento sobre a mídia, o Inter Multiplices, exigindo censura para as publicações, pois afirmava que muitas idéias contrárias à fé e aos bons costumes estavam sendo difundidas na sociedade. Desde então os ideais não mudaram, talvez adaptar-se aos novos tempos seja a melhor forma de manter a cruz entre os povos.’

Mas aonde eles querem calar o pensamento, a razão, o dialogo? Dentro do OI que alegam intolerância contra a sua invasão fanática e obscurantista em prol do criacionismo e do irracional? Querem dominar e impor também aqui no blog a sua opinião por qualquer meio que for. Nem que seja apelando para baixarias e ofensas. Já estão sentindo-se suficientemente fortes.

‘Na primeira noite eles se aproximam e defendem o criacionismo nas nossas escolas. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam nas pesquisas de células troncas, incendeiam laboratórios de genética, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos os livros, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. As capelas voltam aos quartéis, crucifixos são obrigatórios nas salas de justiça, preenchem as paredes de prédios públicos com eles, compram jornais, cinemas, televisões, o presidente faz acordos secretos com eles…’

‘Nada é mais lógico do que a perseguição. A tolerância religiosa é uma espécie de falta de fé’ Ambrose Gwinnett Bierce (1842-1914?), jornalista. ‘A tolerância é a filha da dúvida‘, Erich Maria Remarque, (1898-1970). Não existem certezas na ciência ou dúvidas na religião.

‘Quanta verdade você é capaz de suportar?’, pergunta Friedrich Nietzsche.

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Médico, Porto Alegre, RS

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