OBSERVAÇÃO DO LEITOR

Contra-ataque aos juros baixos

08/05/2012 na edição 693

Exame está no contra-ataque, alardeando que os bancos estão “perdendo” dinheiro com a inadimplência (ver aqui). Em outro artigo, sobre o Itaú, mostra, inclusive, os slides de apresentação. Manipulação e alarmismo para sabotar o esforço da nossa presidente em baixar os juros (Roberto Sidney, contador, São Paulo, SP)

 

Fantasma na Rádio Roquette-Pinto

Gostaria de dividir com vocês o que me aconteceu: apresentando o programa das manhãs Primeira Página, da Rádio Roquette-Pinto, ao ar de 9h30 às 12h, um dos entrevistados (que por questão ética não vou revelar o nome) não acreditou que estava falando com o “pioneiro do rádio”, Edgard Roquette-Pinto. Referindo-se a mim, dando “Bom dia, Roquette!” Não sei se deu para o ouvinte perceber, já que o nome do “mestre” também é o nome da rádio e, por isso, não ter chamado atenção. De praxe, os nomes do apresentador, do programa e da rádio são ditos no primeiro contato para o agendamento e no segundo, reforçado, antes de começar a entrevista. No estúdio, foi uma gargalhada geral. O microfone teve que ser cortado enquanto o entrevistado falava sozinho até que os ânimos tivessem sido controlados pelos apresentadores, produtores e operador. Conseguimos apenas encerrar, sem nem mais uma pergunta, agradecendo e jogando chamadas promocionais na sequência. Fora do ar, um dos produtores comunicou a gafe ao entrevistado que nos pediu pelo amor de Deus para não divulgarmos o seu nome. Lembro que, passado o susto, para alguém apaixonado pelo rádio como eu, não haveria honraria maior. Mas o Roquette-Pinto morreu em 18 de outubro de 1954 (Luiz André Ferreira, diretor de jornalismo Rádio Roquette-Pinto 941 FM, Rio de Janeiro, RJ)

 

Impacto da informação e dano moral

Acompanho o programa desde 1999. Parabéns pelo excelente Observatório! Gostaria da avaliação do programa sobre a maneira como a mídia tem abordado duas acusações nas últimas quatro semanas : a reportagem do Fantástico sobre o caso do transplante no hospital universitário do Maranhão (com um injustificado pedido de prisão em rede pública aos médicos) e o caso da Folha sobre o infundado roubo de órgão do Instituto Dante Pazzanese de cardiologia (Renato Hortegal, estudante, São Paulo, SP)

 

Resposta ao texto “A festa das cotas além de Brasília”

Se proposta do site é comentar e realizar as devidas críticas à imprensa (que levem o leitor à reflexão e sensibilização dos temas com os quais a grande imprensa o faz ter contato), o texto do prezado Alberto Dines me parece que não cumpriu o papel de observar atentamente o tratamento dado pela grande mídia (os “jornalões”) à questão das Ações Afirmativas, especificamente aquelas que dizem respeito ao sistema de cotas para negros nas universidades públicas brasileiras, e seu desfecho no STF.

Compreendo que o texto de Dines incita o leitor a fazer conexões mais amplas da questão. Porém, a grande mídia não ofereceu esse tratamento sofisticado, muito pelo contrário, e por que? A resposta é muito fácil: deu um tratamento único, de pensamento único à questão. Até o momento da votação favorável do STF ao Sistema de Cotas, a grande mídia colocou-se veemente e explicitamente contra a política, sem chances ao contraditório de suas opiniões, salvo as isoladas de alguns raros articulistas favoráveis à política. Em nenhum momento os grande meios midiáticos sequer fizeram com que o leitor (ouvinte, espectador) entendesse uma outra perspectiva de abordagem das Ações Afirmativas (fizeram questão de ficar num Fla-Flu, ou Gre-Nal, pra quem é do Sul, como eu) fazendo somente sugerir suas opiniões – na esmagadora maioria das vezes, de um senso comum raso, pouco elaborado e, para pessoas atentas, de flagrante tom preconceituoso.

Neste sentido, é necessário saber se deste espaço (o Observatório da Imprensa) deve surgir a pergunta: onde estão as vozes e as opiniões que colocam a favor da política do Sistema de Cotas nos grandes jornais? Por que não são convidados a exporem suas opiniões na mesma medida que a grande mídia emite suas opiniões? Não será (ao menos para mim) de surpreender um constrangedor silêncio como resposta. E o silêncio é permeado de significados. Razão essa pela qual venho aqui pedir, e pessoalmente ao prezado Alberto Dines, que por favor, publique no site do Observatório da Imprensa o texto de Ana Maria Gonçalves intitulado “A mídia, as cotas e o sempre bom e necessário exercício da dúvida”. O texto é longo, mas bastante esclarecedor da forma pela qual a grande mídia e seus articulistas trataram a questão das Ações Afirmativas nas universidades públicas do Brasil. Se o texto for longo demais, fora do padrão deste órgão, peço gentilmente para entrarem em contato com autora, caso interesse publicá-lo. O referido texto pode ser acessado aqui. Grato desde já pela atenção (Alexandre Peres de Lima, estudante universitário, Porto Alegre, RS)

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