AL-JAZIRA

Britânicos depõem sobre documento polêmico

30/11/2005 na edição 357

Dois ex-funcionários do governo britânico acusados de violar o Ato de Segredos Oficiais se apresentaram ao tribunal na terça-feira (29/11) e foram convocados para mais uma audiência marcada para o início de janeiro. Leo Connor, ex-pesquisador parlamentar, e David Keogh, ex-funcionário do escritório de comunicações, são acusados de repassar documento confidencial sem autorização legal para fazê-lo.

O caso criou polêmica na semana passada quando o diário Daily Mirror publicou matéria sobre o tal documento confidencial, com base em informações passadas por duas fontes anônimas. O documento em questão conteria a descrição de um encontro entre Tony Blair e George W. Bush, em 2004, onde o primeiro-ministro britânico teria dissuadido o presidente americano da idéia de bombardear a sede da rede de TV al-Jazira em Doha, no Catar.

A emissora se disse chocada com a denúncia e pediu explicações; o governo dos EUA classificou as afirmações da matéria de "bizarras"; porta-voz de Downing Street disse que o gabinete de Blair não comentaria o caso; e o procurador-geral Lord Goldsmith ameaçou processar os veículos de imprensa e jornalistas britânicos que publicassem outros artigos sobre o assunto.

Os dois ex-funcionários do governo britânico foram presos no início de 2004, liberados sob fiança e indiciados apenas este mês. Segundo a Seção 5 do Ato de Segredos Oficiais, é crime possuir informação do governo, ou um documento de um funcionário da coroa, se esta pessoa o divulga sem base legal para fazê-lo. Na audiência desta semana, Connor, que trabalhava para o então deputado Tony Clarke e teria repassado o documento para seu chefe, declarou-se inocente. Clarke afirma que reenviou o documento para Downing Street. Keogh não fez nenhuma objeção à acusação.

Na semana passada, Adam Price, parlamentar líder do partido nacionalista galês, perguntou a Tony Blair, por escrito, que informação ele teria recebido sobre a proposta dos EUA em atacar a al-Jazira. O primeiro-ministro foi categórico. "Nenhuma", respondeu. Informações de Richard Norton-Taylor e Michael White [The Guardian, 29/11/05].

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