ELEIÇÕES 2006

O que faz a primeira-dama?

Por Ligia Martins de Almeida em 10/10/2006 na edição 402

Está na hora de a mídia brasileira copiar a imprensa americana num item da cobertura de eleições: o destaque que os jornais dão às esposas dos candidatos. Antes de ser eleita senadora, Hillary Clinton sempre teve um grande destaque na mídia americana, mesmo antes do escândalo que envolveu seu marido.

No Brasil, nem os sucessivos escândalos do governo do PT serviram para colocar Dona Marisa na mídia. Durante os quatro anos de mandato de seu marido, ela apareceu raras vezes na imprensa, e sempre por motivos fúteis. A primeira aparição foi na cobertura da posse, graças ao elegante vestido vermelho. Nas vezes seguintes, só mereceu algumas linhas por fazer reformas, nada essenciais, em sua moradia em Brasília: trocou a roupa de cama do palácio, modificou o projeto paisagístico do belo jardim com uma estrela de flores vermelhas e dedicou-se, acima de tudo, a se manter em forma (com direito a personal trainer) e com uma aparência bem cuidada.

Teve também o caso do gabinete que ela ganhou – ou exigiu – no mesmo andar em que despacha o marido presidente – onde, por dever do cargo, deveria fazer o trabalho de coordenação do Fundo Social da Presidência. Se fez e o que fez, a imprensa ainda não contou.

Como se sente?

Talvez seja hora de a imprensa informar ao público quais são os direitos e deveres da primeira-dama. Já que uma parte do orçamento da União é reservado para que a mulher do presidente faça um trabalho, os eleitores têm direito de saber se o dinheiro é bem gasto. Considerando que há chances de Dona Marisa ficar mais quatro anos como primeira-dama, seria interessante saber se ela fez alguma coisa nesse mandato que termina agora, além de mudar a cor do cabelo e detalhes da decoração do Palácio da Alvorada.

Seria bom que alguém a entrevistasse para revelar a sua rotina diária em Brasília e seus planos para uma eventual volta ao apartamento de São Bernardo do Campo.

Seria divertido saber como ela se sentiu sendo recebida por reis, usando roupas com que jamais sonhou em seus tempos de mocinha, recebendo reverências mundo afora.

Se seu marido – o candidato-presidente – faz questão de dizer que ouve muito a opinião dela, o público tem direito de saber o que pensa Dona Marisa.

Como terá se sentido essa mulher que trabalhou tanto para se manter enquanto viúva, ao ver parlamentares – do seu partido e dos partidos aliados – sendo cassados ou processados sob acusação de manipular dinheiro escuso? Como se sente Dona Marisa ao ver o marido correndo o risco de ter que abandonar o cargo tão sonhado? Quais os planos do casal Lula-Marisa para quando deixarem a presidência da República, agora ou daqui a quatro anos?

Voto popular

Seria oportuno fazer o mesmo tipo de reportagem com Dona Lu Alckmin, mostrando o que podemos esperar dela como primeira-dama. Os paulistas já viram perfil dela em Veja, quando tornou-se primeira-dama do estado. Souberam também que a filha do casal trabalha na Daslu e que Dona Lu – “por ingenuidade”, como garantiu o marido – aceitou indevidamente roupas de um costureiro paulista. Na época em que a notícia estourou, ela afirmou que os vestidos tinha sido doados ao Fundo Social do Estado.

Devido ao incidente, o candidato Geraldo Alckmin preferiu manter Dona Lu longe da campanha. Mas, se o ex-governador de São Paulo chegar à presidência da República, isso tudo será outra assunto da mídia.

Podemos ter certeza de que uma dessas duas mulheres vai virar notícia no dia em que seu marido for declarado vencedor. A pergunta é: por que a mídia não se antecipa e começa já a mostrar aos leitores, e eleitores, em quem eles estarão “votando” para primeira-dama. Se isso não desperta interesse nos homens, é certo que as mulheres votantes quererão saber um pouco mais sobre a primeira-dama.

Se ela tem direito a todas as mordomias pagas com o dinheiro dos eleitores, se ela tem um trabalho a fazer, é importante que o leitor conheça melhor essa futura ocupante do Palácio da Alvorada. Isso, é claro, até o dia em que uma mulher chegue ao palácio, e às decisões sobre o país, pelo voto popular. Para ser não a primeira-dama, mas a presidente do Brasil.

***

Ligia Martins de Almeida

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 Marcus Ramalho
 Enviado em: 10/10/2006 12:14:21
Lígia, eu concordo com você. Eu acho que, no Brasil, resolveram transformar a primeira-dama, de uma forma geral, em alguém sem importância, uma inútil. Quando se sabe que não é bem assim, principalmente se essas senhoras tiverem "gênio forte". Elas influenciam, como qualquer esposa o faz com seu marido, o presidente da República. Eu acho incrível que a imprensa brasileira não cubra a primeira-dama, no dia-a-dia, ou, mais importante, em época de campanha eleitoral. Eu não vi uma entrevista sequer com Dona Marisa Letícia, por exemplo. Me parece uma senhora vencedora - porque saiu da pobreza para palácios de reis e rainhas, com dignidade e elegância. Não me lembro de qualquer cena dela envergonhando o País enquanto nossa "representante", indiretamente "eleita" para isso... Eu acho uma pauta muito pertinente. Marcus Ramalho Salvador, Bahia
 Antonio Luiz Teixeira
 Enviado em: 10/10/2006 12:14:32
Qual é afinal o papel da primeira dama, senhora jornalista? Você falou, falou e não disse. Onde consta que a primeira dama deve fazer tal e qual papel? É preciso mostrar, pois senão seu artigo não vale de nada, a ser para fofocas.
 IVANDITE R DA ROCHA
 Enviado em: 10/10/2006 13:37:50
Bem eu tambem gostaria de saber o motivo da D. Marisa Leticia ter um gabinete junto com o presidente mesmo porque é sabido que ela além de trocar as roupas do palácio e colocar a estrela do pt no jardim não faz absolutamente nada, a não ser: carregar aquela bolsinha e desfilando ao lado do marido desde que seja em lugares importante, nunca nas pequenas cidades, porque o contribuinte tem que bancar mais essa despesa. Quanto a D. Lu, apesar dos vestidos que dizem ter ganho, é sabido que ela faz um trabalho social muito bom com pessoas humildes nas escolas e periferia "padaria", na verdade seria bom mesmo a gente conhecer um pouco essas mulheres saber o pensam.
 Rosa Sart
 Enviado em: 10/10/2006 14:54:38
Curiosa essa pergunta. Muitas vezes, me indaguei sobre o papel da primeira-dama. Historicamente, temos notícias sobre Darcy Vargas na criação da LBA - Legião Brasileira de Assistência, de longa data, que depois virou um cabide de emprego. No "intermezzo", após a morte de Getúlio Vargas até 1964, não temos conhecimento de participação mais efetiva de mulheres dos Presidentes da República. No período ditatorial, muito menos. Parece que a situação da primeira-dama chama atenção após a redemocratização do país. Valores democráticos passam a ser nosso mote. O que teria feito a mulher de Sarney? E a do Collor? A mulher de FHC teria alguma participação no governo dele, graças a seu perfil de socióloga. E porque ela quis. Sobre a mulher do presidente Lula, nunca foi cogitado seu papel semelhante, ao que parece, das outras primeiras-damas. Por que estas mulheres não são efetivamente reconhecidas no processo republicano brasileiro? Na verdade, a eleição é para os cargos de Presidente e Vice-presidente. Nunca a mulher do Presidente e a do vice-presidente foram cogitadas a participar do governo. Se às primeiras-damas lhes são permitidos gabinete, personal trainer, etc., me indago por que somente agora a sugestão de indignação? Fica no ar o papel que deve desempenhar o vice-presidente da República. Muitos deles "obscuros", nem sempre apareciam ao lado do Presidente. E a mídia, nada comentava...
 Alanéa Priscila Coutinho
 Enviado em: 10/10/2006 15:09:18
Eu acho que a Dona Marisa deve continuar discreta como foi até agora. Imagina a revista Veja fazer uma reportagem sobre ela. Você acha que será como a dona Lulu Alckimin? Seria ingenuidade nossa achar que ela seria elogiada. Continue assim dona Marisa, uma guerreira silenciosa que juntamente com o Presidente segue forte em busca de um Brasil mais justo.
 Kaio Kovowky
 Enviado em: 10/10/2006 17:18:51
nao tem que copiar nada!!! a familia do candidato nao interessa!! Ja nao basta a Caros Amigos ter publicado sobre o relacionamento extra-conjugal do ex-presidente FHC? Vida privada é privada! Que mentalidade colonizada...
 enio lopes
 Enviado em: 10/10/2006 17:29:34
Ótima questão levantada pela jornalista, principalmente para conhecermos melhor os "trabalhos" desenvolvidos pela Dna. Marisa, será que ela de u continuidade às ações socias desenvolvidas pela Dna. Ruth Cardoso? inclusive àquela do tão conhecido Comunidade Solidária? será que ela conhece ao menos as ações sociais propostas pelo partido do seu esposo? Vão se quase quatro anos e até agora não vi a prestação de contas nem dela, dem dele. O que estamos assistindo no noticiário policial é a parte política podre do poder. Agora aqui em SP, das que me lembre, todas as primeiras damas deram andamento a projetos sociais, seja Dna. Lucy Montoro, Dna. Lila Covas, Dna. Lu Alchimim e agora a esposa do Dr. Lembo. Exemplos a serem seguidos.
 Luiz De Martino
 Enviado em: 10/10/2006 18:07:37
Com o ar de quem quer ser imparcial vc Ligia escorregou na banana e quebrou a cara. O seu comentário a respeito da primeira dama quando diz "Seria divertido saber como ela se sentiu sendo recebida por reis, usando roupas com que jamais sonhou em seus tempos de mocinha, recebendo reverências mundo afora". Quer dizer que para ser digno é necessário ter nascido em berço de ouro, como a nossa Lu Alckim??? Pobreza de espírito é pouco para a Sra.
 Antonio Luiz Teixeira
 Enviado em: 10/10/2006 18:27:14
[ ] e reveladora do atraso. Da jornalista e daqueles que com ela concordam. Se a primeira dama quiser ser apenas companheira será ela quem decidirá. Ela não foi eleita para nada. Apenas casou com seu marido, que agora ocupa um cargo eletivo. Ninguém dela nada poderá cobrar, a não ser que ameace a República. O resto é baixaria e jogo sujo, e é onde a jornalista quer chegar. Atacar Lula mais uma vez, atacando sua vida pessoal. Hoje a sua esposa. Em 1989, através de sua ex-namorada, Miriam Cordeiro. [ ]. Infelizmente é com essas e outras que se forjam "jornalistas" neste país. Agora venham e censurem. Eu não sou hipócrita.
 Erildo Dorico
 Enviado em: 10/10/2006 18:40:27
Que artigozinho fútil!! Ou terei sido o fútil por comentar? Os dois, esse artigo nem deveria ser lido.
 Angela andrade oliveira
 Enviado em: 10/10/2006 18:41:42
Fazer compras na DASLU (gastou 20 mil em roupas) com cartão corporativo e não pessoal já é uma coisa feia, pior é frequentar esse tipo de loja sob investigação por todo tipo de fraude fiscal e contrabando .. pegar cidadania italiana para ela e os filhos alegando q quer um futuro melhor para eles... fora do Brasil? em que estado o marido vai deixar nosso País?
 Marialeticia de Paiva jacobini Jacobini
 Enviado em: 10/10/2006 19:26:12
Fico contente de saber que esse tipo de reportagem maledicente está sendo amplamente criticada. É uma reportagem que busca apenas atiçar os leitores, lançando mão de um argumento até legítimo - saber como nosso dinheiro é empregado - mas visando mais a destruição da pessoa da primeira dama que se aparece é criticada pelas roupas, etc. que tem de usar por razões óbvias, se não aparece é criticada por estar supostamente sem fazer nada usufruindo de supostas benesses. É totalmente elitista, para não dizer arcaico o argumento que trouxe a articulista ao dizer que dona Marisa não sonhava com as roupas que agora usa. D. Marisa - e a articulista, se quiser, pode ter acesso a fontes que lhe darão essas informações - sempre foi uma pessoa politizada, mesmo não exercendo cargos no partido. Não é uma pessoa deslumbrada com vestidos e reportagens fúteis.
 jair mauro corradi
 Enviado em: 10/10/2006 19:47:54
Eu votei no Lula, com ou sem esposa. Quero mais que ela não apareça. Não tem minha autorização para fazer auê como fizeram as outras. Ela tem direito de fazer o que quiser sem ter mentes pobres de jornalistas mal formados a lhe cobrar.
 Jess Cap
 Enviado em: 10/10/2006 20:02:18
Muito pertinente o artigo. Tenho pena dos que não conseguem perceber o que está sendo questionado e acham que o triste exemplo da atual primeira-dama é algo que não vem ao caso, ou ainda que é discreto. Vem ao caso sim, é relevante. No entanto, acredito que seja exatamente por seu "conteúdo" que ninguém se interesse por entrevistá-la. Mas como dizia o ditado, a ignorância é a mãe de todas as doenças... Alguém aí ouviu o que pensava Rosane Collor?!?!
 jose roberto m.fernandes
 Enviado em: 10/10/2006 20:43:49
voce jamais vai e nem pode comparar Hilari Clynton com Dona Marisa, me poupe disto, é bem melhor ela ficar no anonimato, pois, já basta ter de ouvir LULAGATE agora voces estão querendo que dona Mariza se manifeste, menos por favor
 socorro martins
 Enviado em: 10/10/2006 23:06:55
Acho a D. Marisa Leticia uma senhora muito elegante! Sempre se soube no Brasil que ela, a exemplo do seu marido presidente, não é intelectual... Mas ela é uma guerreira! Tem personalidade e sabe preservar-se! Até hj a mídia que adora escãndalos para vender jornais não conseguiu mostra-la com atitudes que envergonhem as mulheres brasileiras. Não devemos cobra-la que ela seja igual as primeiras-damas norte-americanas nem as brasileiras. Ela tem a liberdade de ser ela mesma... Ela é aceita e respeitada pelo que ela é! Só queremos que ela não ganhe 400 vestidos de costureiro e depois fique despistando e dizendo que foram só 10 ou 40. Ela é a esposa do presidente! Não pleiteia cargos; não precisa estar matando sua curiosidade não, jornalista Lígia! Vá escrever sobre a vida dos jovens da Febem! Acompanhe a vida dos familiares dos jovens da Febem! Vá investigar os acordos do governo paulista com o PCC!!!!!
 Fernando Souza
 Enviado em: 11/10/2006 09:01:18
Desde quando ser primeira-dama virou cargo publico?!?! Em nada nos interessa a vida de uma primeira-dama, o que ela faz ou o que deixa de fazer, a nao ser quando torra dinheiro dos cofres publicos. Noves fora, nao nos interessa. Artigo digno de revistas como a Caras ou do canal E!. Patetico. PS.: Incrivel como o baixo nivel do OI vem me assustando a cada dia.
 luzete pereira
 Enviado em: 11/10/2006 10:48:30
Ate acho que alguns questionamentos sao interessantes, mas agora, na vespera da eleicao? oportunismo? mais um? nao chega destas coisnhas pequenas? a senhora quer o que? que a primeira dama venha agora nos apresentar seu plano de primeira dama? tenha do! vamos elevar o debate! depois reclamam das nossas reclamacoes contra certos setores da imprensa
 Eliane Boquimpani
 Enviado em: 11/10/2006 18:39:53
Não vejo erro em publicar algo sobre a vida de ambas. Só depende do tipo de veículo que irá abordar.
 Sergio De Simone
 Enviado em: 12/10/2006 09:27:42
Por que a midia não se preocupa também com os vices? Aliás, quem é o vice de Alkimin? Não seria interessante saber o que pensam os candidatos a substitutos que poderão assumir, a qualquer momento, sem receber sequer um voto?
 pedro Américo Barbosa Barbosa
 Enviado em: 14/10/2006 13:05:17
Pelo que vejo há muita preocupação com o que a primeira dama faz, mas me deixou mais tranqüilo que a combrança não ficou só para Dona Merisa cobrou-se também da concorrente. Mas o que sabemos da primeira dama que ficou oito anos no palácio. Será que a Srª , dona deste comentários e combranças dedicou alguma linha a esta primeira Dama? O que fez ela durante estes longos oito anos?
 Wilson Marcos Santos
 Enviado em: 15/10/2006 23:33:37

Antes de masi nada, é necessário ressaltar que este artigo não parece tencencioso a qualquer lado político, de atacar a atual primeira dama ou prejudicar o candidato. Pelo site em que se encontra, tenta trazer a luz um questionamento bem sério. É até interessante a questão de que a primeira dama não tenha função específica em nosso sistema político e que suas atitudes somente sejam tomadas se esta concordar em assumir uma posição específica, como aconteceu com D. Ruth Cardoso, ao assumir a Representação da Assistência Social ligada ao Palácio do Planalto. Isto é um fato, não uma conjectura. Também é um fato que a D. Marisa Letícia colocou seu gabinete ao lado do de seu marido no Palácio do Planalto. Da mesma forma que o próprio Presidente da República aformou que gosta de ouvi-la. Somente estes fatos já justificariam uma entrevista e o constante acompanhamento da visão que a citada Primeira Dama auxilia seu marido a ter. É com base nesta visão, auxiliado por sua esposa que possui um gabinete ao lado do seu, é que o Presidente toma suas decisões. Decisões estas que não influenciam apenas ao Palácio do Planalto, mas a toda a nação. Deixar de analisar esta ótica é negar os fatos como eles se apresentam.

Se a D. Marisa Letícia nada fizesse que influenciasse as decisões do governo, talvez até concordasse com alguns comentário. Mas a realidade não é esta. Quando D. Ruth Cardoso assumiu a Assistência Social, arcou com o ônus, assim como a esposa do Fernando Collor, que até foi acusada de desviar dinheiro da entidade. A coisa pública tem que ter o controle da sociedade. Se D. Marisa, ou qualquer que seja a Primeira Dama, tem tanta influência assim no governo, toda a sociedade tem que conhecê-la.

Ligia Martins de Almeida

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