Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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OBSERVATóRIO DA PROPAGANDA > CAMPANHA INEFICAZ?

Diga não à Aids e à propaganda preventiva

Por Graziela Aleixo em 15/02/2005 na edição 316

Uma propaganda na TV, exibida especificamente na semana de carnaval, me chamou a atenção. Nenhuma novidade, o alerta é o mesmo todos os anos. Carnaval chegando, ‘use camisinha’. Fiquei impressionada com o número de preservativos que distribuídos pela Secretaria de Saúde somente no Paraná: 400 mil preservativos, e destes, 100 mil no litoral do estado.

Os alertas pré-carnavalescos contra a Aids não têm resultado significativo nenhum. Como todos sabem, o índice de Aids por relação sexual só fez aumentar nos últimos anos. A propaganda no período do carnaval é bem-intencionada, quanto a isso não há dúvida, porém não surte efeito. Então, por que insistem em alertar uma parcela da população que insiste em não dar atenção? Programas de prevenção, assim como inserções da propaganda na TV e a compra dos preservativos, representam um certo custo ao governo. Já que não se tem o retorno esperado, por que não investir esse dinheiro ‘desperdiçado’ em outros projetos sociais?

Adultos

Quanto mais se alerta sobre a Aids no carnaval, mais infectados surgem. Aí entra uma dúvida. Essa propaganda dita preventiva não seriam uma espécie de incentivo ao sexo? Por que a mídia coloca o carnaval como sinônimo de sexo? Por que o litoral do Paraná vai receber um quarto dos preservativos no carnaval? O carnaval é uma festa, praia é local preferido de adolescentes e famílias para as férias, e sexo já é outro departamento. Queria entender por que a mídia engloba esses três conceitos em um, não dando opção para que alguém pense diferente do que é imposto pela TV.

Bom, dúvidas aparte, o problema é entender por que o índice de Aids ainda aumenta, mesmo com todo o gasto que o governo investe nessa campanha contra a Aids carnavalesca. Dizem que o brasileiro não valoriza o que é gratuito. E se os preservativos não fossem mais distribuídos, e sim comprados pelos interessados, será que os resultados seriam mais significativos? E se não existissem mais os anúncios contra a Aids, o incentivo ao sexo sem amor seria reduzido. E o cidadão tomaria consciência de que o Estado não tem obrigação de cuidar da saúde de cada um – já que o pretexto de ignorar como se contrai a Aids não convence mais.

Chega de gastar dinheiro público em campanhas sem resultado. Será que cada um não é adulto o suficiente para saber o que é certo ou errado? Quando isso acabar, talvez as coisas se normalizem e os três conceitos voltem a ter vida própria em separado.

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Estudante de Jornalismo, Cascavel, PR

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/06/2005 Antonio Luiz Aparicio

     

      Concordo plenamente, as campanhas de prevenção acaba não atingindo seu objetivo, a veiculação no periodo de carnaval é muito curta, é necessario um periodo maior e fora da época do carnaval, muito antes do evento.

    É como campanha de agasalho, as pessoas fazem campanha em pleno inverno, quando vai distribuir o agasalho já é primavera/verão e muitos morreram de frio.

    Para ajudar no combate a Aids, esta chegando no mercado, preservativo indicado para ejaculação precoce.Trata-se de Preservativos Eros Retardante.

    Muitas empresas  comercializam os aromatizados que estimula o uso, agora essa novidade para os jovens que tém ejaculação precoce e tambem para os casados, onde a relatos de muitas mulhres casadas a vida toda e nunca tiveram orgasmo.

    Abraços a todos

     

     

     

     

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