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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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IURD X IMPRENSA

A Igreja Universal e a liberdade de expressão

Por Alberto Dines em 26/02/2008 | Programa número 450 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

A liberdade de expressão está na ordem do dia e o conceito de imprensa livre foi definitivamente consagrado na quinta passada, quando o Supremo Tribunal Federal acolheu o pedido de liminar apresentado pelo deputado Miro Teixeira suspendendo parte da funesta Lei de Imprensa, promulgada pela ditadura, em 1967. Foi uma decisão simbólica mas a história é um conjunto de símbolos e a Lei de Imprensa sempre encarnou o lixo autoritário que sobreviveu à ditadura. Voltaremos ao assunto.


A reação da Igreja Universal à reportagem da jornalista Elvira Lobato entrou para a pauta internacional e vai certamente incorporar-se à história do jornalismo brasileiro. Ao longo destes 200 anos de imprensa são freqüentes os episódios de censura, alguns com décadas de duração.


Jamais tivemos um processo de intimidação tão evidente e tão grosseiro. Até hoje à tarde já haviam dado entrada na justiça, nos quatro cantos do país, sessenta, repito, sessenta processos contra a Folha de S. Paulo, sem contar aqueles dirigidos contra os jornais Extra, do Rio de Janeiro e A Tarde, de Salvador, movidos por crentes da Igreja Universal.


A matéria de Elvira Lobato falava em religião, discutia teologia? A repórter Elvira Lobato já participou deste Observatório uma dúzia de vezes, sempre na qualidade de especialista na área de comunicação, telecomunicação, concessões de rádio, tv e mídia eletrônica.


Ao orquestrar esta litigância de má-fé, para usar a expressão jurídica apropriada, a Igreja Universal prestou inestimável ajuda a todos aqueles que defendem o princípio democrático do estado secular e da mídia secular. Uma concessão pública de comunicação não pode ser colocada a serviço de uma religião. A questão da secularidade está indissoluvelmente ligada ao estado de direito. O bispo Edir Macedo construiu um império mediático que agora revela-se permeado de irregularidades, mas esqueceu que o calvinismo autoritário foi derrotado no século XVI por um correligionário chamado Sebastião Castelio, defensor do humanismo e da tolerância.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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