Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MÍDIA E ÍDOLOS

A imprensa necessita de ídolos para sobreviver?

Por Alberto Dines em 27/04/2004 | Programa número 283 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


Este décimo aniversário da morte de Ayrton Senna nos remete obrigatoriamente à questão dos ídolos – a mídia precisa criar mitos para abastecer-se ou são estes ídolos que precisam da mídia para eternizar-se? Se Ayrton Senna não tivesse morrido tão prematuramente e de forma tão trágica conseguiria escapar do inevitável desgaste que resulta da intensa exposição pela mídia?


Por coincidência, não muito longe daqui, em Buenos Aires, temos o caso de Diego Maradona, divinizado pelos seus conterrâneos mesmo nesta fase de decadência. O sofrimento do craque argentino depois de tantos anos de glória pode ter sido o responsável pelo novo fervor de seus admiradores.


E no entanto, Leônidas da Silva, o ‘Diamante Negro’, nosso primeiro ídolo futebolístico morreu em janeiro, com 90 anos, pobre, quase esquecido.


Lady Di, a cinderela moderna, foi divinizada, literalmente idolatrada e por isso mesmo foi perseguida pela mídia até os seus momentos finais. A apresentação pela rede americana CBS dos seus últimos momentos depois do desastre retrata esta relação perversa entre o criador, a mídia, e suas criações, os ídolos. Talvez por isso hoje a imprensa lembre às vezes um ídolo caído.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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