Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

NOVOS TEMPOS

A mídia veloz

Por Alberto Dines em 09/04/2013 | Programa número 598 | comentários

[Programa exibido em 21/06/2011]

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Há quanto tempo fala-se na morte dos jornais? Desde que a imprensa se transformou em quarto poder.

O rádio e a televisão foram os primeiros carrascos da mídia impressa, mas ela sobreviveu galhardamente graças ao seu poder de transmitir ideias. Agora apareceu um vilão ainda mais poderoso: a internet, que está deixando de ser um meio de comunicação – como foi o telefone – para transformar-se em veículo de informação.

A contribuição mais forte para o fim dos jornais começou a ser oferecida pelos próprios jornais quando anunciaram formalmente o seu próximo fim. O episódio mais recente deste suicídio coletivo aconteceu há poucos dias quando o "Guardian", um dos jornais mais importantes e bem sucedidos da Inglaterra, anunciou que passaria a investir maciçamente na sua versão digital, que absorveria o noticiário quente. A versão impressa ficaria com as análises, opiniões e a contextualização do que seria veiculado pela internet.

Esta divisão do leitorado em dois grupos – um que sabe e outro que entende – ocorre simultaneamente com o espetacular crescimento das chamadas redes sociais, como o facebook e o twitter, cujos fiascos em matéria de informação não parecem prejudicá-las. Ao contrário, só as reforçam.

Estamos diante de um vale-tudo que envolve não apenas ferramentas e tecnologias. O confronto que assistimos e do qual somos ativos participantes dá-se entre concepções divergentes de progresso. A humanidade perde alguma coisa quando troca profundidade por velocidade.

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