Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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A revolução informativa

Por Alberto Dines em 07/07/2009 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


Todos concordam: está em curso uma formidável revolução informativa. A internet e as novas tecnologias mudaram drasticamente os hábitos e a maneira de consumir notícias. Mas ninguém consegue responder a esta perguntinha incômoda: as pessoas estão mais e melhor informadas?


Aparentemente nada mudou. A simples menção de um fenômeno não confirma a sua existência. Por enquanto, a revolução da informação resume-se a uma expectativa. O usuário do Twitter não é necessariamente um cidadão bem informado, é uma testemunha passiva, mais ou menos consciente do que assiste.


O jornalismo-cidadão ou jornalismo-participativo mostrou o seu potencial nas ruas de Teerã durante os protestos contra a reeleição de Ahmadinejad. Mas a crise no Irã foi logo soterrada pela morte de Michael Jackson que, por sua vez, soterrou o golpe em Honduras logo atropelado pelas 150 mortes nas manifestações ocorridas na província chinesa de Urumqui. Aumenta o número de blogueiros e de twiteiros mas não aumenta o número dos bem informados. Este é um dos saldos da revolução informativa que bem resume-se a uma coletânea de factóides.


O filme Intrigas de Estado recentemente estreado no Brasil reflete a competição entre um repórter investigativo da mídia impressa e uma jovem blogueira da mesma empresa, ambos cobrindo o mesmo assunto. O momento mais verdadeiro do filme talvez seja protagonizado pela diretora de redação ao berrar que nenhum dos dois tem razão, o melhor da história é o afundamento daquela empresa.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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