Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

MÍDIA E CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO

Acima de tudo, a paz

Por Alberto Dines em 01/08/2006 | Programa número 383 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

É o conflito mais antigo da Terra. O Oriente Médio é um barril de pólvora há 58 anos. Tudo começou em maio de 1948, apenas três anos depois de terminada a terrível Segunda Guerra Mundial, e já produziu cinco guerras formais, duas revoltas populares, uma guerra civil e dezenas de horrorosos atentados terroristas. Paradoxalmente, tudo começou com uma decisão da ONU que pretendia evitar o agravamento da situação e dividiu a Palestina em dois estados.


Além de ser o mais antigo conflito na face da Terra, é também o mais noticiado e o mais discutido. E quanto mais se discute a questão do Oriente Médio mais lenha se joga na fogueira. Como se cada argumento, por mais lógico que pareça, se transforme numa arma, e não em contribuição para o entendimento.


Em plena Era da Informação percebemos que estamos cada vez mais longe da era do esclarecimento. Os dois lados apregoam suas certezas, a mídia procura reproduzi-las com fidelidade, mas ninguém percebeu que está faltando um terceiro partido, uma terceira via: a via da paz.


O pacifismo, quando surgiu em 1914, significava uma oposição rigorosa a todos os beligerantes e a toda beligerância. Era o antipatriotismo – mas não conseguiu evitar a Primeira Guerra Mundial; no entanto, o movimento pacifista deixou uma sensação de que a paz só será possível quando ela própria transformar-se em ideal.


Este Observatório da Imprensa não se incomoda em ser classificado de irrealista e idealista. Recentemente fizemos dois programas tentando mostrar que um pacto político seria a melhor opção para enfrentar a violência nas nossas cidades. Na última edição tentamos mostrar que as diferentes soluções para enfrentar o racismo e o preconceito não podem ser defendidas com ressentimentos.


Este programa nasceu sob o signo do compromisso da imprensa com a melhoria da humanidade. E, exatamente em função deste compromisso, queremos lembrar o papel dos jornais e dos jornalistas na construção da paz. Os dois lados têm as suas razões, mas a razão só pode estar com aqueles que acima de tudo querem a paz.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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