Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MEMÓRIA DA MÍDIA

Censura Togada

Por Alberto Dines em 17/05/2005 | Programa número 327 | comentários


Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


Recebemos muitas mensagens neste mês de aniversários mas uma delas não podemos deixar de registrar ainda que em resumo: a do Ministro Luiz Gushiken, Secretário de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica. Disse ele: ‘Quero parabenizar a perseverança da equipe dos Observatórios em discutir a imprensa sob a ótica do interesse público, do interesse da sociedade e dos padrões éticos… A discussão sobre o papel da imprensa nos remete ao terreno da democracia, para valores consagrados como a liberdade, o pluralismo do debate e pleno direito à informação. Como Secretário de Comunicação, tenho pautado minhas ações dentro do princípio de que é dever do Estado prestar informações e direito do cidadão ser informado… A evolução política de uma sociedade depende da imprensa… O Observatório da Imprensa tem cumprido notável tarefa ao contribuir para o seu aprimoramento… Faço votos para que permaneça por muito tempo como sentinela do leitor e da sociedade.’



Duas denúncias dos últimos dias revelam os níveis assustadores da corrupção no país. Foram veiculadas pela revista ‘Veja’ e pelo ‘Fantástico’ da TV Globo. Mas quem obteve as provas irrefutáveis não foram jornalistas: num caso foram dois empresários que propuseram negócios escusos a um diretor dos Correios. No outro caso foi o Governador de Rondônia que gravou uma sessão de extorsão a que foi submetido por deputados estaduais. A mídia veiculou e a sociedade conseguiu enxergar a que ponto chegamos. Mas a mídia não deve ser apenas a veiculadora, se abdicar da sua capacidade de investigar e depender exclusivamente dos interesses contrariados, perde a sua independência. E como não poderia deixar de acontecer, no caso da extorsão de Rondônia apareceu um censor togado, desta vez desembargador, para proibir a divulgação da denúncia da TV Globo justamente no estado que elegeu os deputados-chantagistas.



A mídia é um registro de acontecimentos, mas é também um centro de memória sobre pessoas, costumes, cultura. Se a mídia não for preservada, esta memória se perde e uma sociedade sem memória se desorienta, não avalia. As referências sobre o passado não atendem apenas às nossas inclinações nostálgicas. São um guia seguro para a tomada de decisões no tocante ao presente e ao futuro. O mesmo empenho que dedicamos à preparação de uma revista, um jornal, um cd ou um programa de televisão deve ser dedicado à sua preservação para o futuro. Esta edição do Observatório da Imprensa é dedicada à memória da mídia, é dedicada ao espelho da mídia que é um espelho muito especial pois é capaz de mostrar o momento atual e o momento passado. A denúncia de hoje e a censura de hoje nos estarrecem mas se somadas às anteriores podem estarrecer muito mais.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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