Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

DEFESA DO CONSUMIDOR

Crise política: preservar ou não as fontes?

Por Alberto Dines em 09/03/2004 | Programa número 276 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


O resultado da urna eletrônica desta semana é muito favorável a você. A pergunta era: ‘a imprensa deve preservar a fonte que denunciou Waldomiro Diniz?’ Quando começou a última edição tínhamos 53% dos quase 900 votantes dizendo que, neste caso, a imprensa não deveria preservar a fonte. Apesar das manifestações emitidas durante o programa fechamos a urna com praticamente o mesmo percentual, apesar do aumento dos votantes. Isso significa que você sabe o que quer. E nós o estamos ajudando.


Este Observatório presta uma homenagem ao jornalista Bernardo Ajzenberg que nesta semana termina o seu mandato e entrega o cargo de ombudsman da Folha de S. Paulo. Os ouvidores e ex-ouvidores da Folha têm sido extremamente prestativos mas Ajzenberg ao longo dos últimos três anos superou-os aceitando participar de oito edições deste Observatório. Desta forma, além do trabalho a serviço dos leitores da Folha, distribuiu e socializou a sua ponderação e senso crítico.


O cidadão defende-se através do voto mas e o consumidor, como é que se defende, apenas deixando de comprar? Mas como poderá ressarcir-se do prejuízo já consumado, quem acolhe suas reclamações e atende aos seus interesses?


Nesta sociedade de consumo somos cada vez menos cidadãos e cada vez mais consumidores. Raros são hoje aqueles que não estão insatisfeitos com pelo menos um fornecedor ou um produto, ou uma loja ou um prestador de serviços ou um banco.


As grandes empresas criaram o S.A.C. – Serviço de Atendimento ao Consumidor – mas muitos destes serviços hoje são terceirizados, o funcionário que atende o reclamante não tem vínculo algum com a empresa reclamada, sua intermediação é burocrática, quase desinteressada.


Nestes últimos anos a mídia vem fazendo esta intermediação, identificou um papel e está tentando preenchê-lo com bastante empenho. Mas quando a reclamada é uma operadora de tv a cabo, uma revista ou um jornal que entrega o exemplar atrasado, a quem deve dirigir-se o leitor-consumidor prejudicado? Qual o papel dos governos, qual o papel da Justiça? Como conciliar o progresso que espera-se seja crescente com a defesa do consumidor? Este é um conflito em expansão mas a causa não é perdida.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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