Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

CASO EDUARDO JORGE

Denúncias

Por Alberto Dines em 27/08/2002 | Programa número 211 | comentários

Bem vindos ao Observatório da Imprensa.


Você não sabe e ninguém sabe o que vem antes, se o ovo ou a galinha. Transferida a questão para o campo da mídia ela pode ser colocada da seguinte maneira: o que vem antes a investigação ou a denúncia? Se a denúncia é feita antes da investigação corre-se o risco de condenar alguém antes mesmo de julgar. Mas, alegam os jornalistas, se as denúncias não forem publicamente expostas as investigações não prosseguem e acabam perdendo-se nas gavetas dos casos pendentes.


Este Observatório vem chamando a atenção desde a sua fundação para o denuncismo e o ‘jornalismo fiteiro’ feito exclusivamente na base de gravações clandestinas. Grande parte das crises políticas nos últimos anos foram geradas por denúncias sensacionalistas precariamente investigadas e exploradas ao máximo em benefício de interesses nem sempre os mais corretos. O mais grave neste processo tem sido o ‘espírito da manada’ onde os veículos para não ser furados vão todos na mesma onda deixando pouco ou nenhum espaço para o contraditório.


Quando se trata de denunciar a competição entre os veículos faz-se no destaque dado às acusações, para ver quem explora melhor o caso e, raramente, na busca e confronto de versões alternativas. E como a imprensa muito raramente admite erros e precipitações, o mais grave deste procedimento é que o dano fica sempre maior do que a reparação. Dentro de nosso compromisso de refletir sobre o desempenho da mídia vamos tratar hoje de um caso famoso ainda não inteiramente esclarecido pela Justiça mas que, até agora, conseguiu mostrar que a imprensa exagerou e transgrediu alguns dos principios de eqüidistância e objetividade.


Vamos tratar do caso do ex-secretário geral da Presidência, Eduardo Jorge Caldas Pereira e discuti-lo sob o ângulo jornalístico, com a presença do acusado, de um representante dos acusadores e de três jornalistas. Não pretendemos julgar, condenar ou absolver nem pessoas nem instituições. Mesmo porque o caso ainda está correndo no Judiciário e só um magistrado pode emitir sentenças. A função de um Observatório da Imprensa é provocar um debate sobre o desempenho da imprensa e através deste debate fazer pensar. Pensar é o único antídoto para exageros e precipitações.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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