Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

DOENÇAS & EPIDEMIA

A depressão e a mídia

Por Alberto Dines em 02/09/2014 | Programa número 740 | comentários

A depressão e seus diversos níveis raramente é tratada com a devida importância na mídia, apesar de atingir 10% da população brasileira. Normalmente, o assunto só entra na pauta quando uma celebridade, vítima da doença, tenta o suicídio. Caso do ator Robin williams, morto este mês. Especialistas avaliam que em 90% dos casos de suicídio, a pessoa já tinha algum tipo de doença psiquiátrica.

E quando o paciente utiliza drogas e álcool, ele acumula fatores de riscos para o suicídio. No Brasil, cerca de 25 pessoas cometem suicídio por dia e 90% dos casos estão relacionados com depressão grave. A mídia nacional não é unânime ao divulgar casos de suicídio. Enquanto alguns veículos exploram o fato, outros baseados em códigos próprios, não noticiam os casos para não incentivar a prática.

Para a Organização Mundial de Saúde, a imprensa pode ter um papel importante na prevenção do suicídio. Segundo o Guia para Profissionais da Mídia da OMS, a forma como o jornalista apresenta os casos, pode influenciar outras mortes.E dá dicas de como noticiar o suicídio em geral e como evitar detalhes dos casos. A Associação Brasileira de Psiquiatria também aborda o assunto em tratado dirigido à impresa com o objetivo de prevenir o suicídio.

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