Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

MARKETING POLÍTICO

Eleições 2002

Por Alberto Dines em 31/07/2001 | Programa número 162 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Ecos da nossa última edição que você precisa saber: os dois jornais de São Paulo no último fim de semana fizeram matérias sobre deficientes visuais. Este assunto não pode cair no esquecimento.


Registramos também que o Diário do Povo, de Campinas, não conseguiu contato telefônico durante o programa porém mandou-nos detalhes sobre o seu jornal em braille que circula desde julho do ano passado. É mensal, com 50 páginas e distribuído gratuitamente.


Hoje vamos tratar das eleições de outubro e novembro de 2002. Se você acha que é cedo, está certo: a campanha oficial ainda não começou, os candidatos negam que são candidatos. no máximo assumem-se como pré-candidatos mas hoje neste país nada se faz em matéria de política e administração pública sem desgrudar os olhos do calendário eleitoral. E justamente porque é cedo está na hora de tentar estabelecer novos paradigmas sobre a campanha eleitoral.


Ainda há tempo para evitar que o debate partidário seja comandado apenas pelo marketing político como está parecendo. Se o voto não pode ser comprado nem a política deve ser encarada como atividade comercial não faz sentido que o marketing comande o processo de apresentar programas e propostas e, em última análise, de escolher representantes e governantes.


Esta é uma questão em torno da qual é fácil obter consenso. Teoricamente todos são contra os abusos do marketing mas no calor da campanha, na hora de avaliar preferências e na febre de obter bons números nas sondagens de opinião, impera o vale tudo. E neste vale tudo, entram os truques de marketing, os disfarces programáticos e, na esteira, entra a mídia preocupada apenas em fazer barulho.


Os políticos por instinto e treino sabem explorar seu charme e carisma. Isto é inerente àqueles que precisam conquistar simpatias e votos. O que parece abusivo e preocupante para uma democracia tão jovem como a nossa, é a preponderância dos ‘técnicos de propaganda’.


Como lembrou recentemente Cristovam Buarque isso lembra o dr. Goebells, o artífice da ascensão de Hitler. Está na hora de evitar estas aberrações.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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