Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

VAZAMENTO DE INFORMAÇÕES (CASO ROSEANA SARNEY)

Informações precisam ser apuradas

Por Alberto Dines em 12/03/2002 | Programa número 188 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Você sabe e se ainda não fez as contas aqui vai o número preciso: este Observatório já tratou 9 vezes da questão dos vazamentos de processos sigilosos, grampos e transcrição de fitas. Nosso site na internet, mais antigo, tem pelo menos 12 edições sobre o assunto. Em todas as oportunidades nossa posição é clara, transparente, inequívoca: para que uma informação seja considerada peça jornalística ela precisa ser apurada e checada por jornalistas.


Agora, quando parte da imprensa levanta-se contra o vazamento de informações sobre as diligências policiais nos escritórios da empresa de Roseana Sarney em São Luís, nossa posição não pode ser diferente.


A antecipação das informações para os semanários foi incorreta. Nós temos autoridade para dizer isso. É a nossa obrigação ficar atento ao desempenho da mídia. É o que o público espera de um programa como o nosso.


Aqueles que sempre consideraram os vazamentos como “jornalismo investigativo” não têm esta autoridade moral. Além de grosseira incoerência denota perigoso engajamento de jornalistas – teoricamente isentos – num vale-tudo eleitoral. É preciso registrar que as diligências da Polícia Federal foram feitas dentro de rigorosos tramites legais. O Ministério Público acionou a Justiça Federal que por sua vez autorizou as diligências da Polícia Federal. E o resultado desta diligência produziu o aterrador flagrante daquele milhão, trezentos e quarenta mil reais encontrados nos cofres de uma pequena empresa de consultoria num dos estados mais pobres da Federação.


Sem a ajuda da imprensa a luta para erradicar a corrupção jamais terá resultados. E se a imprensa quer engajar-se na luta contra a corrupção é indispensável que abandone os preconceitos partidários e jogadas pessoais para encampar todas as denúncias e não apenas aquelas que interessam a este ou aquele veículo ou jornalista.


O relativismo moral assim como o moralismo relativo são absolutamente imorais. É bom não esquecer que sobre a imprensa também pesam suspeitas de favorecimentos sobretudo no âmbito da imprensa regional onde as oligarquias políticas são ao mesmo tempo cartéis de mídia. A corrupção assim torna-se sistêmica, perene e impune. Precisamos aproveitar esta preciosa oportunidade para ir até o fim, desmantelando tanto os currais eleitorais como os alto-falantes que lhe dão proteção. Este Observatório está fazendo a sua parte.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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