Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ACIDENTE EM ALCÂNTARA

Jornalismo técnico

Por Alberto Dines em 02/09/2003 | Programa número 256 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


A tragédia de Alcântara tirou a vida de 21 especialistas de alto nível do programa espacial brasileiro, comprometeu decisivamente o cronograma para colocar em órbita um satélite brasileiro mas, sobretudo, mostrou a perturbação da imprensa na cobertura que se seguiu ao desastre.


O Governo colaborou ao impedir o acesso ao local por três dias durante os quais foram veiculadas as hipóteses mais disparatadas.


Mas hoje, passados dez dias, alguns veículos continuam tão perdidos quanto antes porque resolveram antecipar-se às conclusões da comissão técnica que investiga as causas do desastre.


Desatentos à dor das famílias, divulgam hipóteses que politizam, confundem e, sobretudo, tiram da sociedade a vontade de apoiar o Governo na decisão de continuar nosso programa espacial.


De nada adiantam aqueles títulos falando em ‘desastre anunciado’, se o desastre era tão previsível, por que não foi previsto em letra de forma?


O clima de desinformação prevalece porque são raras, raríssimas, as redações que contam com especialistas na matéria. O jornalismo técnico e científico em geral não fascina nossas empresas jornalísticas porque não vende jornal, por isso não treinam, não contratam e não dedicam seu espaço e seu tempo para cobrir matérias que os marqueteiros consideram áridas e distantes.


O Brasil tem um programa espacial há algumas décadas mas parece só agora vai começar a cobri-lo como merece.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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