Domingo, 24 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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DIREITOS DE TRANSMISSÃO

Observatório de cara nova

Por Alberto Dines em 15/03/2011 | Programa número 584 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

A televisão está matando o futebol. Mas o futebol não sobrevive sem televisão. Este axioma resume a dramática situação em que se encontra o futebol brasileiro a pouco mais de três anos da copa do mundo.

O último ato deste drama consumou-se na sexta-feira passada quando foi anunciado o resultado da licitação organizada pelo Clube dos Treze para a transmissão do campeonato brasileiro, o Brasileirão, do próximo triênio.

E, por mais incrível que pareça, quem ganhou foi a Rede TV!. Ganhou mas não pode levar porque é certo que as duas outras competidoras, as poderosas Globo e Record, estão negociando separadamente com os principais clubes. Isso significa que dificilmente será alterada a atual situação em que os jogos de futebol têm que se adaptar às grades de programação de cada rede, o que nos leva ao absurdo horário de jogos que começam às 10 da noite nos dias de semana e 18:30 aos domingos.

Então, por que estamos construindo portentosos elefantes brancos para hospedar a copa de 2014, se o público está sendo espantado dos estádios pela televisão? Esta é a questão, mas não a única.

O dado positivo é que, pela primeira vez, entra em cena um poderoso personagem, legítimo e verdadeiro xerife, o CADE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, órgão federal cuja função é regular a concorrência. E na regulação da concorrência está a chave para resolver não apenas esse mas uma série de outros impasses que atrasam nosso desenvolvimento. Uma das regulações que fazem falta é da própria mídia.

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