Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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JORNALISMO COMO PERSONAGEM

Olhar crítico ancestral

Por Alberto Dines em 21/12/2004 | Programa número 313 | comentários

Procurado pelo Observatório para resposta, o gabinete do governador Luiz Henrique não se manifestou.


Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


Como é que os jornalistas encaram a sua profissão? Alguns, os mais novos, acham que é a melhor do mundo, os mais velhos dizem que é a última profissão romântica. Mas não falta quem diga que a profissão é muito parecida com aquela que chamam de a mais velha profissão do mundo. Jornalistas são ambíguos com relação a sua profissão, o mesmo pode-se dizer dos advogados, médicos, arquitetos e engenheiros. Todos são suspeitos. Mas como é que as outras artes avaliam a arte ou ciência jornalística?


Quem primeiro se aproximou da imprensa como assunto foi a literatura, sua prima-irmã. O precursor só poderia de ser um dos gigantes literários, o mais prolífico romancista de todos os tempos. Há mais de 150 anos Honoré de Balzac interessou-se pelos jornalistas como personagens. Também o teatrólogo alemão Samuel Freytag em meados do século 19 que produziu uma sátira sobre um deles intitulada Schmok, palavra que chegou ao jargão jornalístico novaiorquino para significar o joão-ninguém, maria-vai-com-as-outras. Quanto mais desenvolvida a imprensa mais críticas provoca. Na Viena do fim do século 19 apareceu o primeiro crítico da imprensa, Karl Kraus que por sua vez inspirou Artur Schnitzler a descrever a decadência burguesa vista dentro de uma redação.


Quando as câmeras de cinema no início do século vinte deixaram de lado as reportagens, o jornalismo tornou-se um dos principais fornecedores de enredos dramáticos. O média-metragem O poder da imprensa, de 1909, pode ser considerado a primeira crítica à imprensa. Agora, cem anos depois, temos um repertório de mais de meio milhar de obras em que a imprensa, o rádio e a televisão são os protagonistas, ora como heróis, ora vítimas, ora vilões. Em nossa última edição de 2004 pretendemos reencontrar este olhar crítico ancestral. A imprensa é notícia como a política é notícia, o jornalismo é um espetáculo como as guerras converteram-se em espetáculos. Mesmo sem nunca ter pisado numa redação hoje qualquer um sabe o que significa ‘parem as máquinas’. Sabe também que as máquinas não param. A imprensa hoje é sinônimo de realidade.


Assista ao programa na íntegra em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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