Terça-feira, 17 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

VAZAMENTO CAIXA-PRETA TAM

Os vazamentos, as causas e as conseqüências

Por Alberto Dines em 07/08/2007 | Programa número 428 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


Algumas vítimas ainda estão insepultas, o prédio da TAM Express já foi implodido, mas persistem algumas causas do colapso aéreo que se seguiu ao desastre: a Infraero ainda não conseguiu instalar um sistema de atendimento aos passageiros, tanto em Congonhas como no Santos Dumont. Os vôos ainda saem com atrasos e as empresas ainda não conseguiram esta coisa comezinha de informar aos seus clientes. O mais curioso é que as equipes de TV continuam fazendo plantão em baixo, no saguão do check-in de Congonhas, e não sabem o que se passa no andar superior – e por isso insistem no bordão: ‘Aqui, tudo tranqüilo’.


O governo francês e a companhia Airbus encaminharam na terça-feira (7/8) ao governo brasileiro um protesto formal contra a divulgação dos dados sigilosos da caixa-preta do jato da TAM. O sucessivo vazamento destas informações secretas poderia ser classificado como ridículo se não estivéssemos diante de uma catástrofe dessas proporções.


Antes da manchete da Folha de S.Paulo no dia 1º de agosto, a Veja, o Estado de S.Paulo e a própria Folha já haviam antecipado informações inculpando os pilotos. A Aeronáutica, por intermédio do brigadeiro Kersul, diretor do Cenipa, vinha advertindo para o perigo de se publicar informações de forma açodada – o que, além de prejudicar as normas internacionais, tiraria a credibilidade do relatório final.


Como é que ficam os jornalistas a quem são oferecidas informações sigilosas? Devem publicá-las imediatamente ou investigar em busca de informações complementares?


Nunca é demais lembrar que a dupla de repórteres que derrubou o presidente Nixon em 1974 estava sendo abastecida por uma fonte secreta, mas jamais publicaram suas informações sem uma exaustiva apuração.


É preciso ter em mente que um vazamento jamais é gratuito. Há sempre interesses, nem sempre legítimos e quase sempre escusos, atrás da quebra de sigilos. Como sempre acontece no Brasil, a mídia não discute a mídia. Vazamentos se sucedem, mas os concorrentes não os contestam, nem os discutem. O Observatório da Imprensa está aí para isso.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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