Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

MÍDIA E DROGAS (DEMISSÃO SONINHA)

Reflexão

Por Alberto Dines em 27/11/2001 | Programa número 178 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Estamos hoje novamente apresentando este programa a partir dos estúdios da Tv Cultura embora seja produzido e gerado na TVE do Rio de Janeiro. Esta alteração é transitória e deve-se a um procedimento jornalístico que recomenda, sempre que possível, a presença do principal entrevistado ou entrevistada no estúdio em que está o entrevistador. Mas o fato do programa de hoje estar sendo apresentado nos estúdios da Tv Cultura é relevante porque a entrevistada será a jornalista e apresentadora Sônia Francine, a Soninha, que na semana passada teve o seu contrato rescindido pela mantenedora da cultura, Fundação Padre Anchieta e o seu programa, RG, retirado da programação.


É preciso que se diga que a Cultura, assim como a TVE, não tem a menor ingerência na preparação do Observatório, projeto autônomo e independente e cuja razão de ser reside justamente nesta autonomia e independência. A Tv Cultura não criou embaraço algum à realização deste debate em seus estúdios, ao contrário, quando soube que precisaríamos de maiores facilidades do que as habituais prontamente atendeu-as sem qualquer tipo de exigência.


Este comportamento, podemos garantir, seria impensável nas mesmas circunstâncias numa emissora privada. Ao registrar esta hospitalidade e isenção este Observatório não pode abster-se de registrar também uma posição que assumiu nos casos anteriores quando o colunista Ricardo Boeacht do Globo e a editora de economia de Veja, Eliana Simonetti, foram sumária e publicamente afastados de suas funções.


Não se trata de coerência formal ou solidariedade corporativa, é um princípio rígido que acompanha este Observatório desde a sua fundação há quase sete anos: ao acusado cabe o direito de defesa antes da punição. É uma questão de justiça e humanidade. Também não podemos deixar de registrar que a reportagem-pivô do episódio publicada pela revista Época, do grupo Globo, ignorou os mais elementares postulados de objetividade e eqüidistância.


A matéria não pretendeu um debate, nem ofereceu o contraditório. Queria impor uma conclusão e para isso usou todos os expedientes – do sensacionalismo à manipulação. para contrabalançar a capa e quase sete páginas para mostrar pessoas que usam maconha e são bem sucedidas a revista só ofereceu pouco mais de uma página alertando para os perigos desta droga. Tratando de qualquer tema isto seria reprovável numa questão de tamanha importância é irresponsável.


Estabelecidos estes dois balizamentos indispensáveis vamos discutir os diferentes aspectos da questão. Este Observatório não julga pessoas, analisa desempenhos de empresas e instituições jornalísticas. Nosso propósito é fazer pensar, refletir. vamos tentar.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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