Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CASOS ARRUDA E SARNEY

Sarney e Arruda, pesos e medidas

Por Alberto Dines em 02/03/2010 | Programa número 535 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Por que foi possível publicar os impressionantes vídeos das propinas no governo do Distrito Federal enquanto eram embargadas pela Justiça as denúncias sobre a corrupção no Maranhão? Este é um debate que se trava em algumas redações brasileiras mas ainda não chegou ao leitor. Deveria. Seria muito instrutivo e sobretudo oportuno.

É evidente que ninguém está lastimando a divulgação daqueles vídeos da turma do governador Arruda embolsando as propinas. Graças à intensa exposição através da mídia, pela primeira vez em nossa história recente, um governador em exercício foi parar no xilindró. Um avanço, vitória inequívoca na luta contra a corrupção.

Mas este avanço poderia ter ocorrido meses antes se a Justiça não impedisse o jornal Estado de S. Paulo de prosseguir as revelações sobre o inquérito da Polícia Federal a respeito dos negócios da família Sarney. O Estadão está sob censura judicial há 214 dias. Não fosse este atentado contra a liberdade de expressão, o governador Arruda talvez não fosse o primeiro a ser encarcerado.

Dois pesos e duas medidas? Este tipo de comparação não pode ser linear. A ciência jurídica é mais sutil, complexa. Cada caso é um caso. A Polícia Federal investigou ambos mas os inquéritos tiveram procedimentos diferenciados e foram apreciados por juízes com visões diferentes.

Cada cabeça uma sentença. Mas a sociedade brasileira deveria estar apta a entender como funcionam estas cabeças e o porquê de cada sentença. Pelo menos parte das suspeitas seriam esclarecidas.

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