Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

GARZÓN

Um juiz no banco dos réus

Por Alberto Dines em 23/11/2010 | Programa número 573 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Para virar a página temos que lê-la. Para encarar o futuro é preciso antes conhecer o passado.

Inescapável, inexorável: está reaberta a luta pela reabertura dos arquivos do regime militar. Quem deu o sinal verde foi o Superior Tribunal Militar ao entregar à Folha de S. Paulo o processo contra a ex-militante Dilma Roussef, agora presidente eleita.

O processo já estava disponível nos arquivos da Unicamp, conforme revelou o concorrente, o Estado de S. Paulo, mas a decisão do STM sacramenta a doutrina de que as páginas antes de serem viradas precisam ser lidas.

Esta edição do Observatório da Imprensa vai tratar das dificuldades para ler as terríveis páginas que tratam dos regimes de terror. E o protagonista será o juiz Baltazar Garzón, que recentemente esteve no Brasil.

Garzón está nas manchetes novamente e de maneira patética porque está cumprindo o seu dever de magistrado contrariando algumas instâncias judiciárias espanholas e, por isso, ameaçam cassá-lo como punição pela insistência em desenterrar os crimes cometidos durante a Guerra Civil.

Baltazar Garzón é um justiceiro que está sendo injustiçado e simboliza hoje em todo o mundo o inalienável direito de saber e de ler todas as páginas antes de fechar o livro.

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