Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

RELAÇÃO JORNALISTAS E FONTES (DEMISSÃO ELIANA SIMONETTI)

Veja

Por Alberto Dines em 20/11/2001 | Programa número 177 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


A mídia é um campo de batalha e os jornalistas estão na linha de frente. Alguns pagam com a própria vida, caso dos quatro jornalistas de diferentes nacionalidades assassinados ontem no Afeganistão. Sabiam que corriam riscos mas cumpriam com o seu dever de informar. Outros profissionais não correm riscos físicos mas podem sofrer danos morais. Devem zelar por suas reputações, não podem falhar porque a imprensa é um mostruário amplificado da sociedade.


Nestes últimos dias o ambiente jornalístico brasileiro foi sacudido pela demissão de duas profissionais, uma delas aqui na Tv Cultura. A jornalista Sônia Francine, a Soninha, que teve o seu contrato rescindido porque apareceu na capa da revista Época admitindo que ocasionalmente fumava maconha. Deste caso trataremos em nosso próximo programa porque a revista não a advertira do destaque que daria à sua declaração.


Não queremos embaralhar episódios cujos desfechos podem ser iguais mas são completamente diferentes. O que nos ocupa hoje é um caso diferente: o da editora de economia de Veja, Eliana Simonetti, desligada da revista há poucos dias através de um lacônico comunicado porque o seu nome apareceu na famosa agenda do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, com uma cifra ao lado. Posteriormente, a jornalista admitiu uma antiga amizade com o lobista e a concessão de um empréstimo. Não custa nada lembrar que este Observatório não é um tribunal, não julgamos ninguém, nosso tempo é para discutir e refletir, fazer pensar.


Eliana Simonetti está aqui para dar o rosto e explicar-se. O seu caso tem alguma semelhança com o caso de Ricardo Boechat que também veio ao Observatório para oferecer suas explicações quando foi sumariamente afastado do Globo. Há uma relação entre ambos os casos porque hoje Boechat é o editor-chefe do Jornal do Brasil e este, para desforrar-se de Veja deu ao episódio um destaque desproporcional.


Mas o que chama a atenção nestes casos é que a opinião pública só é informada quando há jornalistas demitidos por causa de relacionamentos indevidos com as fontes. A sociedade jamais é informada quando as empresas jornalísticas prevaricam. Esta é questão embutida na pergunta da nossa urna eletrônica.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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