Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MÍDIA PARA CRIANÇAS E JOVENS

Violência, Qual é a responsabilidade da mídia?

Por Alberto Dines em 20/04/2004 | Programa número 282 | comentários

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


Você teve um choque quando viu as manchetes dos jornais na semana passada: 600 mil brasileiros assassinados em 20 anos, 30 mil por ano, aumento de 95% nas taxas de mortos por armas de fogo na faixa entre 15 a 24 anos.


O IBGE prestou um grande serviço à sociedade ao flagrar com números tão precisos as dimensões da guerra brasileira. Mas agora depois do trauma cabe perguntar: esta violência caiu do céu, foi inventada? Quem estimula o consumismo desbragado, quem erotiza as crianças precocemente, quem banaliza a violência?


A mídia certamente não é a culpada mas a mídia é certamente uma das parceiras na transformação da antiga ‘sociedade cordial’ nesta terra de ninguém da qual a Rocinha não é caso isolado.


E a mídia eletrônica, sobretudo a televisão e mais ainda a televisão comercial e aberta, no lugar de estimular o horror dissemina o convívio com as diferentes brutalidades fazendo delas a matéria prima básica da sua programação.


Mas a batalha não está perdida. Enquanto as gangues de traficantes disputam o controle da Rocinha neste mesmo Rio de Janeiro reúne-se a 4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Jovens onde junto com os problemas estão sendo mostradas as soluções para fazer da mídia um antídoto contra a violência.


Este Observatório existe porque acredita na imprensa, este Observatório existe porque acredita na mídia como fator de humanização e não de barbárie.


Assista ao compacto desse programa em:
www.tvebrasil.com.br/observatorio/videos.htm

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