Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1024
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Por lgarcia em 20/04/1998 na edição 43

Edição de Marinilda Carvalho

A presente edição está tão densa que se pode cortar com faca! Ação, suspense, emoção! Temos acusações e réplica, tréplicas a desdobramentos da edição passada, doces palavras de amor por nosso segundo aniversário – a propósito, não é entrega do Oscar nem nada, mas agradecemos a todos pelo apoio, que nos enche de orgulho e nos dá forças para prosseguir nesta dura empreitada quinzenal? :))))) -, e last but not least? tchan tchan tchan tchan!!! Uma carta do graaaande Esdras do Nascimento, um queridíssimo escritor brasileiro que nos desvanece concedendo-nos a honra de anunciar neste espaço a reedição de seu romance Convite ao desespero, publicado originalmente em 1964 pela Civilização Brasileira.

O tema é o sofrido campo deste campesino país, cuja triste saga ainda é, infelizmente, tão atual como há 34 anos. “Miséria, exploração, desvio de verbas, cadê a reforma agrária?”, nos escreve Esdras.

Esdras está fazendo um convite geral: “O livro será relançado no dia 4 de maio, às 8 da noite, na Faculdade da Cidade, na Lagoa.” É no Rio, pessoal! Temos um encontro marcado?

Clique sobre o trecho sublinhado para ler a íntegra.

Tucanos engenhosos
É curioso como os jornais brasileiros não vêm dando a menor importância à questão da privatização e da concessão de serviços públicos. (….) A relação incestuosa a que se assiste entre assuntos públicos e privados é relegada a segundo, terceiro ou infinitésimo plano. Alexandre Pelegi

Nota: Com resposta de um dos personagens citados.

Imprensa e Serra
Há uma terrível condescendência em relação ao novo ministro da Saúde em toda a imprensa.
A pobreza da nossa oposição faz parte dessa visão reduzida, haja vista recente artigo do Vicentinho, na Folha, que, alicerçado mais por uma expectativa religiosa do que análise política, aposta, com alguma esperança, no que vai acontecer com o Ministério da Saúde sob “novo” comando. É mais marcação de posição que posicionamento crítico
. Ricardo Menezes

Ficha policial
No Paraná, muita gente comenta que ele fazia chantagem via televisão, na época em que trabalhava na emissora do senhor Martinez, ex-amigo do Collor de Mello.

Sinto falta na nossa imprensa nacional desse tipo de investigação. Criticaram o Ratinho pelo lixo que ele coloca no ar diariamente, mas esquecerem de ver de onde veio aquele lixo. Ratinho ainda não vale um estudo sociológico, como vi alguns teóricos falarem, mas sim um inquérito policial. Alexandre Teixeira

 

Folha e telefonia celular
Há algumas semanas, enviei mensagem [ver remissão abaixo] destacando a posição “supressora” e “parcial” da Folha de S.Paulo, jornal diretamente interessado (consórcio Avantel) na área 2 da telefonia celular (interior de São Paulo). Pois bem, a decisão do STJ, que declarou a vitória do consórcio Tess, confirmou também a tese de meu fax. Egon Bockmann Moreira

Nota: Com resposta de Luís Nassif ao OBSERVATÓRIO e noticiário do dia 18/4/98.

Como desentortar?
E como é que se faz para “deslavar” o cérebro dos telespectadores do JN? [Ver remissão para “TV, a máquina – gramática do show”, abaixo.] A fórmula está com os jornalistas ou com o Zeitgeist do qual os jornalistas fazem parte, docemente constrangidos por seus salários?
Teresa Barros

Pasquim do interior?
Antes de mais nada, gostaria de dar os parabéns ao promotor Eduardo Ferreira Valério pelo oportuno levantamento do tema [o Judiciário] . Paralelamente a isso, é importante ressaltar que a frase “E não são apenas os pasquins do interior que incorrem nestes erros; também na grande imprensa…”, pinçada do texto do promotor, dá margem às interpretações. Por isso, como profissional que trabalha num veículo do interior, acho necessário que fique claro o que é que o promotor quis dizer. Afinal, o que é um pasquim do interior? Djalma

 

Tijucanos confinados
Um grande jornal carioca, depois de dar a matéria no dia 10, informou a seus leitores, na suíte, que “Nos prédios que ficam próximos à área do conflito da véspera [protesto do Morro da Formiga] quase nenhum morador sai[u] de casa.” Ora, foi uma Sexta-feira da Paixão. Em diversos outros pontos da cidade não se via viva alma nas ruas. E em nenhum deles houve confusão. Rodrigo Chia

Foco no(a) ombudsman
Morando em uma cidade de tamanho relativamente proporcional à sua, Curitiba, estamos sentindo falta de um saneamento e de um questionamento semelhantes na imprensa paranaense. Os focos de resistência são poucos. Cassius C. Torres Pereira

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E, na verdade, sejamos sinceros: o trabalho do ombudsman é um dos poucos confiáveis. Sem desvalorizar, é claro, o empenho diário e ofegante dos jornalistas do mundo todo. Dercílio Aristeu Pupin

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Ao ler com cuidado a IstoÉ citada, e a posição da ombudsman, chego a uma conclusão para mim muito decepcionante e desagradável: Isto É e a Folha são a mesma coisa. Desrespeitam e manipulam o leitor do mesmo jeito, fingindo-se de órgãos de imprensa livres e não-comprometidos. Não são livres e são comprometidos. Sinto-me lesado pelo tempo em que comprei e confiei nesses veículos de comunicação.
Neil Ferreira

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A ombudsman da Folha nos faz uma pergunta romântica, se é que se pode dizer isso. Não quer dizer que mesmo sendo romântica essa interrogação não seja válida, mas para se obter uma resposta seriam necessárias mudanças, como uma imprensa com ética e justiça. Állen,16

 

Censura na Bahia
É lamentável que a democracia brasileira seja uma farsa e que os meios de comunicação sofram com a censura dos que estão habituados com a ditadura. [Ver remissão abaixo para Feitos e Desfeitas, “Um lado oculto da Bahia”.]
Micheline Américo, cidadã

Baixaria
Cabe aos jornalistas a coragem de assumir uma postura mais independente e de tentar trazer sempre a verdade ao leitor, não pelo e por causa do escândalo que ela possa causar, mas pelo compromisso implícito na definição da profissão de jornalista. Marcelo França Santos

Escritor brasileiro
Acabo de ler o OBSERVATÓRIO. Excelente. Vou ficar freguês. Mas olha aqui: por que vocês não pensam na possibilidade de publicar matérias sobre arte? Literatura, por exemplo. Que tal um caderno voltado para livros, com entrevistas, resenhas, depoimentos, coisas assim? O espaço dado aos escritores brasileiros na mídia é muito restrito. As resenhas são em geral malfeitas. Os cadernos chamados culturais, com poucas exceções, viraram vitrines das editoras. Esdras do Nascimento

Falta o Sul
Parabéns pelo excelente trabalho. Sugestão: na medida do possível, o OI poderia observar o que acontece em outros estados (a Região Sul, por exemplo), saindo um pouco do que se convencionou chamar de “grande imprensa”. O que se faz no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná merece ser visto e analisado.
Walter W. Schmidt, jornalista, Curitiba

 Nota: Caro Walter, dependemos de leitores atentos no Sul. Mas neste número temos preciosa colaboração de Isak Bejzman, de Porto Alegre (ver remissão abaixo).

 

Votos e cumprimentos
Graças, muitas graças por existirem pessoas como vocês!!!!!! O trabalho é muito bom, crítico e com embasamento, afinal são todos profissionais sérios. Especialmente ao sr. Alberto Dines mando um grande abraço. Considero-o um dos nossos melhores jornalistas, uma das “reservas morais” que temos no país. Henrique Macedo

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Parabéns pelo terceiro aniversário. O OBSERVATÓRIO é uma idéia genial. Custa-me esperar a cada dia 5 e 20, pois nos meus 59 (abril também) a gente fica seletivo, e ter de ler o que a grande imprensa publica (com raras exceções) não é fácil. Ainda bem que teremos o OBSERVATÓRIO neste terrível ano eleitoral, quando vários crimes contra a inteligência dos leitores deverão ser praticados. José Rosa Filho, Brasília

Nota: José Rosa Filho colabora nesta edição, na seção Feitos e Desfeitas.

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A iniciativa do Observatório é elogiável. Está cada vez melhor.

Roberto Winkler

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Não sou jornalista. Mas sou um apaixonado pela notícia. Tenho todos os números do OBSERVATÓRIO em meu disco rígido. Minha curiosidade pelos bastidores do jornalismo começou ainda estudante, quando lia aos domingos, na FSP, sua coluna “Jornal dos Jornais”. Devo ter sido dos primeiros a preencher o “Quem é Você”. Mas, curiosamente, meu nome não está na lista publicada .Recentemente, preenchi de novo.

Desejo muito sucesso ao programa da TV. Infelizmente, a Multicanal retirou arbitrariamente a TVE do Rio do pacote em BH. Mas acho que a TV Minas vai retransmitir. Claro que vou assistir a todos. Um grande abraço a toda a equipe e parabéns pela excelente publicação.

Gerson Pinto Ribeiro, Belo Horizonte

Nota: A segunda remessa do questionário Quem é Você? por Gerson Ribeiro já foi confirmada.

 

O sonho resiste
Pretendo realizar o sonho de ser uma grande jornalista, com estilo. Acima de tudo espero que continuem com o ótimo trabalho que vêm fazendo, que mantém a esperança de mudança do sistema e de sermos profissionais éticos, competentes e comprometidos com a verdade e com a sociedade. Fabiana Alves

 

Custo inferior
Acabo de ler o texto “Inseminações artificiais” (ver remissão abaixo) e gostaria de acrescentar
um comentário que entendo pertinente.
Por um custo ainda inferior ao de manter um correspondente brasileiro no exterior, a grande imprensa poderia aproveitar os serviços de jornalistas brasileiros (ou colaboradores) que já moram em vários países do mundo e usá-los na medida da necessidade. Digo isso porque sou jornalista, edito dois jornais brasileiros na Flórida e sei o tanto que poderia ser útil a um custo razoável, já que não viveria exclusivamente disso.
Fica a dica!
Valéria Haddad (Brazilian Journal/Pasquim)

 

LEIA TAMBÉM:

Carta de Egon Bockmann e resposta de Luís Nassif

TV, a máquina – gramática do show

Baixaria pré-eleitoral, Alberto Dines

Barulho da Folha incomoda leitores

Imprensa e linguagem do Direito: incompatibilidade ou desinformação?

Zero Hora, “furo” a qualquer preço

Um lado oculto da Bahia

Inseminações artificiais


Continuação do Caderno do Leitor

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