Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > CELEBRIDADES

53 mortes em 2000

Por lgarcia em 31/01/2001 na edição 106

MONITOR DA IMPRENSA

PROFISSÃO PERIGO

A Associação Mundial de Jornais, grupo com sede em Paris, declarou que 53 jornalistas foram mortos em 2000, dos quais 10 na Colômbia e 6 na Rússia. Em 1999, 71 jornalistas foram mortos, segundo a mesma instituição. A informação é da Associated Press (23/1/01).

Outro grupo, a Federação Internacional de Jornalistas, sediada em Bruxelas, documentou números diferentes em dezembro, informando que 62 jornalistas foram mortos no ano passado. Os dados causaram preocupação. "Grande parte dos jornalistas foi morta em casa ou no trabalho", afirmou Anne-Marie Stott, conselheira política do grupo parisiense que representa 17 mil jornais.

POLÍTICA & JORNALISMO

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore dará um curso neste semestre na prestigiada Faculdade de Jornalismo da Universidade Columbia.

O ex-candidato à presidência, que já foi jornalista profissional, dará um seminário semanal para futuros repórteres intitulado "Cobertura de assuntos nacionais na Era da Informação". "É uma grande oportunidade para os estudantes e para a escola", afirmou o reitor Tom Goldstein.

Em meados do semestre que vem, Gore pode decidir se quer dar aulas sobre outras disciplinas, mas não planeja dedicação integral à faculdade de jornalismo. De acordo com Dave Goldiner [New York Daily News, 25/1/01], o ex-candidato a presidente vem pensando sobre uma oferta de lecionar ciência política da Universidade de Vanderbilt, em Tennessee. Gore fora repórter de um jornal de Tennessee, em Nashville, por três anos durante os anos 70. À época, apesar da pouca experiência, sempre demonstrou interesse em tecnologias da informação.

CELEBRIDADES

As revistas da Hearst – embaladas pelo sucesso de O: The Oprah Magazine – estão procurando seguir os passos afortunados anteriores com um novo título sobre celebridades. A companhia está investindo em uma nova revista voltada à sensação do golfe – Eldrick "Tiger" Woods.

Segundo Gabriel Snyder [The New York Observer, 22/1/01], uma nova revista Tiger faz perfeito sentido. Não apenas o melhor jogador de golfe de sua geração, Woods é indiscutivelmente o atleta mais popular nos Estados Unidos nos últimos tempos, embolsando milhões em contratos. Aos 25 anos, sua fama transcendeu o esporte – Woods já tem décadas de potencial salarial acumulado.

Com O, a Hearst provou que pode obter grande sucesso com a publicação de revistas inteiramente voltadas a uma única personalidade. Com tiragem inicial de 500 mil exemplares, O atinge hoje circulação de mais de 2 milhões de exemplares, revelando-se, sob vários critérios, a revista mais bem sucedida financeiramente de todos os tempos.

Woods já é um superstar no universo das revistas. Editores de revistas de variedades ou especializadas em golfe sabem que basta colocar seu rosto na capa para esvaziar as prateleiras das bancas.

O único problema que a Hearst pode enfrentar é o contrato do jogador com a Golf Digest, que garante à revista direitos exclusivos sobre quaisquer artigos instrutivos sobre golfe que levem a assinatura de Woods.

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