Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

A agência de Tio Sam

Por lgarcia em 05/02/2003 na edição 210

TELETIPO

O presidente Bush formalizou a existência do Office of Global Communications, agência governamental que trabalha com a mídia estrangeira para enviar a "mensagem americana" a outros países. A nova agência, funcionando há seis meses, é um desdobramento da que foi fechada pelo Pentágono em fevereiro passado, que pretendia influenciar a opinião pública mundial espalhando informação falsa pela mídia. Segundo Scott Lindlaw [AP, 21/1/03], o diretor Tucker Eskew explica que o Office of Global Communications não tem a mesma estratégia: "Em parte, nossa missão é jogar luz sobre a desinformação espalhada por outros, como o regime iraquiano".

Anúncios de rádio criticando Israel, transmitidos em 15 cidades americanas, tinham como patrocinador a Alliance for Peace and Justice, descrita como um consórcio de grupos de estudo do Oriente Médio sediados nos EUA. No entanto, quando a Qorvis Communications, empresa de assessoria, foi prestar contas de seu trabalho ao Departamento de Justiça, descobriu-se que quem pagou pela campanha (679 mil dólares) foi o governo saudita. Segundo Michael Weisskopf e Timothy Burger [Time, 20/1/03], a assessoria diz que o país só emprestou dinheiro para o pagamento, e nega que tenha feito algo escuso.

A Gannett Co. concordou em pagar 550 mil dólares para encerrar o caso movido contra ela por um ex-editor do Cincinnati Enquirer. Lawrence Beaupre acusou a empresa de transformá-lo em "bode expiatório" após o Enquirer ter publicado ? e depois desmentido ? matérias que criticavam as práticas comerciais da Chiquita Brands International, produtora de bananas. O repórter Michael Gallagher, autor da matéria, foi despedido e condenado por ter interceptado ilegalmente mensagens do correio de voz da companhia. Beaupre, então editor do jornal, foi transferido pela Gannett e acabou pedindo demissão. Informa a AP [22/1/03] que a editora vai pagar 200 mil dólares ao editor e 350 mil em despesas legais. Em 1998, a empresa pagou 14 milhões de dólares à Chiquita Brands para que desistisse do processo.

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