Sábado, 25 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > MÍDIA & GUERRA

A boa vontade do Pentágono

Por lgarcia em 19/02/2003 na edição 212

MÍDIA & GUERRA

Os planos do Pentágono de deixar que repórteres acompanhem soldados na linha de frente de uma possível invasão do Iraque suscitaram dúvidas sobre a independência do trabalho jornalístico e as motivações do governo americano.

O Departamento de Defesa chegou a organizar campos de treinamento para preparar correspondentes que vão para a zona de combate. As redes de TV americanas se mostram entusiasmadas com a idéia de equipes entre as tropas americanas, o que marcaria um novo estágio no relacionamento entre o Pentágono e a imprensa. Segundo Steve Gorman [Reuters, 10/2/03], o próprio Pentágono considera de seu interesse levar ao front a imprensa ocidental para reagir às tentativas do governo iraquiano de espalhar desinformação, embora insista que os jornalistas serão livres para cobrir o que quiserem, incluindo mortes de civis, sem censura ou edição.

Os executivos de emissoras estão cientes desse interesse. “Você tem a al-Jazira e outros canais via satélite do Oriente Médio com repórteres mostrando os eventos de sua perspectiva, e é bom para o Pentágono ter vozes independentes da mídia americana observando também”, diz Robin Sproul, chefe da sucursal de Washington da ABC News.

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