Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > TV A CABO

A publicidade sem fronteiras

Por lgarcia em 20/05/2000 na edição 90

Mauro Giller

Recentemente assinei um serviço de TV a cabo, e notei que realmente o acesso à informação de qualidade é negado a quem tem apenas os chamados canais “baixos”. Um exemplo: na Globo News foi colocado no ar o pronunciamento de FHC sobre a votação do mínimo, em que o presidente dava seu recado de represálias aos governistas que não apoiaram o projeto do governo e jogava louros aos que apoiaram os R$ 151, em clara demonstração de que vivemos num pseudo Estado democrático.

Isso porque, naquele momento, os canais baixos não transmitiam o pronunciamento. Nem mesmo a TV Cultura (que decepção!). Em vez disso, novelas, repórteres policiais e a baixaria usual da TV normal. Não é a toa que os canais são os “baixos”. Combina com o status de baixaria.

Isso me deu a percepção de que existe uma filtragem boa entre canais altos e baixos. Quem acompanha notícias e documentários internacionais, em outras línguas, vê que muito mais informação é filtrada de fora para dentro.

A pergunta que fica é: os canais baixos não poderiam melhorar o conteúdo? Para manter o ibope temos que forçar a população a ficar na ignorância, sujeita a programas de qualidade discutível?

 

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