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Sábado, 18 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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PRIMEIRAS EDIçõES > CNN & COPYRIGHT

Acordo questionado

Por lgarcia em 09/10/2002 na edição 193

CNN-ABC

O criador da CNN pede cautela no fechamento de uma possível fusão entre a rede e a divisão de notícias da ABC, emissora da Walt Disney. Ted Turner, vice-presidente da AOL Time Warner e maior acionista individual da corporação, não pretende deixar que a CNN ? uma das mais lucrativas da indústria ? faça um acordo às pressas.

CNN e ABC discutem o acordo há 18 meses, mas o debate esquentou recentemente porque ambas lutam para encontrar maneiras de cortar custos. A proposta prevê a combinação das duas divisões de notícias em uma só companhia a ser controlada pela AOL, que terá 65% do negócio. Sallie Hofmeister e Meg James [Los Angeles Times, 30/9/02] contam que ainda há muitas questões a serem resolvidas, como quais sucursais seriam fechadas e onde encaixar os apresentadores famosos da ABC ? Peter Jennings, Ted Koppel e Barbara Walters ? na programação da CNN.

Turner diz ver os méritos financeiros da fusão, que poderia poupar US$ 200 milhões por ano, mas questiona o preço e o timing de tal empreitada. A Disney tenta apressar o acerto porque está sendo pressionada a estancar os gastos da ABC, que podem chegar a US$ 500 milhões este ano. As duas companhias confirmam estar em negociação, mas dizem que não há nenhum acordo iminente.

CNN & COPYRIGHT

Baseada em leis de propriedade intelectual, a CNN requisitou a sítios do Oriente Médio que parem de traduzir seu conteúdo do inglês para o árabe. A iniciativa visa aumentar o acesso ao portal árabe da própria CNN, lançado em janeiro.

Entre as páginas que receberam o pedido, segundo o Menareport.com [25/9/02], estão Al-Misbar e Ajeeb. O primeiro aceitou colaborar, mas o Ajeeb se recusa a suspender as traduções, baseado em interpretação de lei que garantiria liberdade de informação e intercâmbio de conteúdo na internet. Adnan Eidan, gerente do al-Misbar disse que aceitou o pedido da AOL Time Warner porque sua empresa é sediada na Grã-Bretanha e, por isso, teve de se submeter à lei de propriedade intelectual inglesa.

Como o Ajeeb foi recentemente comprado pela americana eLink, a questão pode acabar num processo nos EUA, o que abriria caminho para a AOL Time Warner ? dona da CNN ? processar sítios que traduzem seu conteúdo para outros idiomas, o que provavelmente ainda não foi feito por falta de interesse, já que companhias do mesmo grupo, como Netscape, oferecem serviço de tradução.

Um homem de negócios árabe que não quis se identificar considera a exigência da CNN arrogante, um exemplo da hostilidade das empresas americanas a tudo que pertence ao mundo árabe. "Por que a AOL Time Warner permite que sítios traduzam seu conteúdo para outras línguas e nega que se traduza para o árabe? " Fontes revelaram que um tribunal do Kuwait já estaria avaliando um processo da AOL contra o Ajeeb.

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