Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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PRIMEIRAS EDIçõES > PORTUGAL

Acusação inédita contra repórter

Por lgarcia em 02/10/2002 na edição 192

PORTUGAL

O jornalista free-lance José Manso Preto foi detido na sexta-feira (dia 20/9) por ter se recusado a revelar as fontes de uma matéria sobre tráfico de drogas, publicada no semanário Expresso. Segundo a Associated Press [23/9/02], o juiz o acusou de ter-se negado a fornecer evidências sem justa causa. Manso Preto aguarda julgamento e pode ser condenado a até três anos de prisão.

O Sindicato de Jornalistas de Portugal informou que esta foi a primeira vez, desde o fim da ditadura (em 1974), que um jornalista foi acusado por não nomear suas fontes. O grupo Repórteres sem Fronteiras classificou o caso de "deplorável" e "um triste precedente". "As autoridades legais de Portugal precisam entender que destruindo legalmente o princípio [de confidencialidade das fontes] eles estão transformando jornalistas em informantes e portanto arriscando suas vidas quando lidam com assuntos delicados", disse o secretário-geral Robert Ménard.

A Radiotelevisão Portuguesa vai demitir quase metade dos 1.800 funcionários, numa tentativa de reestruturar a companhia endividada. Almerindo Marques, presidente da rede estatal, afirmou que os trabalhadores que concordarem em deixar a companhia até o fim de outubro vão receber compensações maiores que as exigidas pelo governo.

A RTP, que opera dois canais de TV e dois canais via satélite, tem US$ 974 milhões em dívidas. Segundo a AP [16/9], as duas emissoras privadas de Portugal já reclamaram da ajuda do governo à estatal, o que constituiria uma competição injusta.

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