Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > ***

Adriana Carvalho

Por lgarcia em 22/01/2003 na edição 208

AOL TIME WARNER

“A degola do czar da Net, copyright Veja, 22/1/03

“Steve Case não vai voltar a ser gerente da Pizza Hut, onde sua carreira começou. Aos 44 anos, o lendário criador da American Online (AOL) foi destituído na semana passada do cargo de chairman, presidente do conselho de administração, da gigante de comunicações que ele fez surgir há três anos, ao fundir sua empresa com o grupo Time Warner. Case entregou o poder na AOL Time Warner, mas financeiramente está numa posição invejável. Ele embolsou cerca de 200 milhões de dólares em dinheiro pelas ações vendidas pouco antes da fusão. Entre 1992 e 1999, também vendeu ações da AOL estimadas em cerca de 531 milhões de dólares. Está rico, mas perdeu para sempre a aura de Henry Ford da nova economia que foi colocada sobre sua cabeça quando idealizou e realizou o casamento de sua AOL com o mais tradicional grupo de comunicação dos Estados Unidos. No auge da euforia da internet, a fusão foi saudada como o marco inicial de uma ?era? ou ?século? da tecnologia da informação. A saída de Steve Case ocorre menos de um ano depois que o outro responsável pelo negócio, Gerald Levin, anunciou sua aposentadoria numa cerimônia melancólica realizada no Teatro Apollo, no Harlem, em Nova York. Case e Levin, que esperavam ser lembrados como parteiros de um novo tempo, saíram de cena antes que se tornassem os coveiros de uma grande empresa.

Em janeiro de 2000, quando a fusão foi anunciada, a AOL possuía um valor de mercado de cerca de 200 bilhões de dólares ? mais do que o dobro da Time Warner ? e uma base de assinantes que crescia a taxas impressionantes de 50% ao ano. Por sua vez, a Time Warner ofereceria à AOL a solidez de um grupo que é dono, entre outras empresas, da rede de televisão CNN, de revistas como a Time e a Fortune, da gravadora Warner, além de ser a produtora de filmes de sucesso, como as séries Harry Potter e O Senhor dos Anéis. Juntas, elas se automutilaram. Em vez de somar, elas queimaram valor. ?Se a AOL não estivesse tão ruim, o grupo todo teria uma melhor performance hoje?, disse Jessica Reif Cohen, analista da corretora Merrill Lynch. Quando se faz a conta, essa realidade fica muito clara. As ações da AOL Time Warner se desvalorizaram cerca de 70% desde que a fusão foi consolidada, no início de 2001. Na semana passada, depois da esperada saída de Steve Case, elas custavam 15 dólares cada uma. Case ainda continuará com assento no conselho do grupo, mas a velocidade com que foi substituído no posto de chairman é sinal de que sua liderança acabou. Richard Parsons, que já ocupava no grupo o posto de CEO (o executivo número 1, que toca a empresa), agora será também o presidente do conselho de administração ? o ?board of directors? que na hierarquia empresarial americana reúne conselheiros e acionistas que podem, pelo voto majoritário, demitir os executivos e redirecionar a companhia.

Pessoas familiarizadas com os bastidores da nova companhia contam que ela nunca foi harmônica. Pouco antes da fusão, Case e Levin já estavam envolvidos em uma ferrenha disputa para ver quem comandaria o novo império. O conflito foi resolvido deixando para Case a condução política da empresa e decisões sobre questões tecnológicas, enquanto Levin ficou responsável pelo comando das operações on-line e de mídia. A disputa entre os líderes era uma briguinha tola se comparada à amarga incompatibilidade de cultura entre as duas companhias. Os executivos da AOL comportavam-se como os senhores do negócio e chamavam de ?dinossauros? líderes como Richard Parsons, atual CEO da AOL Time Warner e substituto de Case. Poucos meses depois do anúncio da fusão, começaram a ser divulgados os primeiros resultados financeiros, decepcionando os analistas de Wall Street, que haviam sido torpedeados antes com projeções fabulosas de crescimento do grupo. A pressão aumentou em 2001, após os ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos. A já debilitada economia americana sofreu ainda mais depois dos atentados, e a AOL Time Warner não foi exceção. As ações da companhia entraram então em uma espiral de desvalorização. A cotação, que chegou ao auge de 56 dólares em maio de 2001, derreteu-se, chegando ao inferno de 8,70 dólares em julho do ano passado. Como se não bastassem o estouro da bolha da internet e a desaceleração da economia americana, no ano passado um escândalo ampliou a maré de azar da AOL Time Warner. O jornal Washington Post publicou uma reportagem sugerindo que havia irregularidades na contabilidade do grupo. O Departamento de Justiça e a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado americano, foram acionados para investigar o caso. As dívidas da AOL Time Warner ajudaram a azedar o casamento. No ano passado, o grupo foi obrigado a cumprir uma cláusula prevista no contrato de fusão. Pagou 7 bilhões de dólares para comprar a participação do grupo alemão Bertelsmann no braço europeu da AOL. ?O negócio como um todo precisa ser reinventado?, diz Richard Bilotti, do banco de investimentos Morgan Stanley. Na prática, já está sendo. A vitória da velha economia sobre a nova é visível, não apenas porque Parsons, executivo da Time Warner, alijou Steve Case do comando. Os números são ainda mais denunciadores. Enquanto todas as unidades ligadas à Time Warner tiveram desempenho melhor ou igual ao do mercado, para a AOL 2002 foi o pior ano de sua história.”

 

INTERNET GRATUITA

“Anatel: novo regulamento não exclui atual modelo de acesso à internet”, Redação (editorultimosegundo@ig.com), 20:21, 16/01″

“O superintendente de Universalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Edmundo Antônio Matarazzo, frisou nesta quinta-feira durante audiência pública em Brasília que o regulamento que está em Consulta Pública (417) não elimina o atual sistema de acesso à internet.

A consulta, iniciada pela Anatel com o objetivo de ampliar as formas de acesso, acabou se transformando em veículo para outra discussão: o futuro dos recursos que as operadoras de telefonia pagam umas às outras pelo tráfego gerado pela internet.

Os valores e a definição de quem paga para quem estão nas regras sobre interconexão. Essas regras favorecem as operadoras que têm provedores gratuitos, que geram 3 bilhões de minutos de chamadas telefônicas por mês, de acordo com cálculos do mercado. O mercado total de provedores pagos e gratuitos seria de 5,5 bilhões de minutos por mês.

Segundo Matarazzo, a convivência dos modelos atuais com os modelos propostos será perfeitamente possível e atende, inclusive, às várias manifestações recebidas durante a consulta pública, pedindo para que o atual modelo de acesso fosse mantido.

?O regulamento que está sob consulta não impõe a mudança da situação atual para a nova proposta e muito menos a eliminação do modelo usado hoje?, diz o presidente da mesa da ?Audiência Pública sobre a Proposta de Regulamento para Uso de Serviços e Redes de Telecomunicações no Acesso a Serviços Internet?.

A maior parte das perguntas feitas previamente por operadoras e provedores de acesso tratava da migração do atual para novos sistemas. ?Temos uma nova condição estabelecida que não obriga a migração e nem prazo para que isso seja feito?, afirma.

Tarifas e banda larga

Sobre os critérios de tarifação e remuneração da rede das prestadoras, Matarazzo esclarece que a Agência está trabalhando na elaboração de um regulamento que vai tratar especificamente sobre esse assunto. ?Será tema para uma nova Audiência Pública?.

A intenção da Anatel, conforme o superintendente, não é criar o conceito de tarifa flat que significa a mesma tarifa para qualquer tipo de usuário. ?Flat não significa mais barato, e a flexibilização de opções visa manter a razoabilidade das tarifas para quem usa telefonia fixa e preços justos para quem acessa Internet?.

Matarazzo diz que não haverá qualquer tipo de subsídio para as novas formas de acesso à Internet bem como para expansão da rede de telecomunicações ou compra de computadores. ?Nossa função é universalizar o uso de telecomunicações no acesso à Internet. Se houver a necessidade de financiar a universalização da Internet por meio da compra de computadores não é a Anatel que vai cuidar desse processo.?

A Agência deverá disponibilizar em seu portal (www.anatel.gov.br) as tarifas utilizadas no acesso à Internet para que o usuário saiba quanto estará pagando quando sua conexão for Local ou de Longa Distância Nacional (LDN). Além disso, os provedores também poderão informar a seus clientes o tipo de ligação pela qual estão pagando para ter acesso à Internet.

Se o Provedor de Acesso a Serviços Internet (Pasi) optar por oferecer a seus usuários o acesso por meio do código não-geográfico (0700), deverá solicitá-lo junto à Anatel antes de iniciar a prestação do serviço utilizando essa ferramenta.

Matarazzo diz ainda que a Anatel já está estudando a possibilidade de promover a universalização em relação ao acesso em banda larga. A prioridade, segundo ele, para o acesso feito por meio de linha discada se deve ao fato de 90% das conexões à Internet no Brasil serem feitas por esse método.

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“Inclusão digital: internet grátis faz a festa dos argentinos”, copyright Último Segundo <www.ultimosegundo.ig.com.br>, 16/1/03

“Quando a internet grátis chegou ao Brasil em 2000, muitos duvidaram que seria um negócio lucrativo e duradouro. Ao contrário, o que se apostava é que o modelo não resistiria, já que em tese suas fontes rentáveis – com base na publicidade e no comércio eletrônico – não gerariam lucro suficiente para manter uma empresa saudável. A exemplo do mercado nacional, na Argentina as expectativas não eram diferentes.

No entanto, nossos hermanos agora não só assistem ao crescimento econômico dos provedores gratuitos, como também usufruem cada vez mais deles. Segundo um estudo da empresa de consultoria Trend/IDC da Argentina, a utilização do acesso grátis aumentou em 56% em 2002 na Argentina, ao passo que o crescimento do uso da internet no geral aumentou em 15% no mesmo período, chegando a 4 milhões de usuários da rede no país. O provimento de acesso gratuito já representa 47% do mercado argentino, segundo o estudo da Trend/IDC.

Para Daniel Marazzo, diretor do Trend/IDC, da Argentina, ?o boom dos acessos gratuitos, as contas de dial up pagas registrando queda pela primeira vez na história e a banda larga crescendo, apesar de tudo, são algumas das características mais perceptíveis do mercado em um ano marcado pela crise e pelas incertezas econômicas?.

Dentre os ISP (provedores de acesso à internet) gratuitos líderes, o que mais cresceu foi o Alternativa Grátis, um dos primeiros provedores que oferecem acesso grátis a se instalarem na Argentina. A empresa conquistou 25% do mercado do acesso gratuito e fechou o ano com um faturamento de 10 milhões de pesos (o equivalente a US$ 2,83 milhões).

Ao lado de Alternativa Grátis figuram ainda no topo do mercado os provedores Fullzero, Datafull e UyUyUy. Além disso, uma quantidade enorme de pequenos provedores gratuitos pipocaram nas páginas com terminação ?ar?. A Cabase, associação dos provedores de acesso à internet da Argentina, estima que existam mais de cem provedores de acesso gratuito operando atualmente naquele país.

Para sustentar o modelo e garantir o provimento gratuito, assim que houve a desregulamentação das teles, os IPS fecharam acordos com as telefônicas que operam na Argentina. Lá, como no Brasil, existe a taxa de interconexão, só que ela se divide entre Telefônica e Telecom, por um lado, e Bellshouth, AT&T e Impsat, por outro.

Os acordos garantiam que as teles repassassem parte das taxas de interconexão gerada pelo uso de linhas telefônicas pelos internautas aos provedores de acesso à internet. Assim, para cada internauta conectado, o provedor gratuito recebia uma parcela do que este usuário pagava para a tele pelo uso da linha.

O novo esquema aumentou ainda mais a concorrência entre os provedores pagos e os gratuitos e o grande beneficiário desse processo foi o consumidor argentino. O usuário tinha a opção de pagar uma mensalidade ao provedor e ter desconto no uso da linha (depois de 15 minutos conectado), no sistema conhecido como 0610, ou ter a conexão grátis, mas pagar a tarifa normal de uso de linha.

Um estudo mostrou que mesmo com a tarifa de telefonia mais cara, o provimento grátis continuava sendo mais vantajoso para aquelas pessoas que se conectam por até 20 horas por mês (ou seja, a grande maioria).

Diferentemente do que ocorre no Brasil, onde o presidente da associação dos provedores de acesso à internet se manifesta contrário aos provedores gratuitos, na Argentina, Sebastián Bellagamba, presidente de Cabase, a associação dos provedores de lá, é vice-presidente da Netizen, a empresa que mãe do provedor gratuito Uyuyuy.

Em reportagem publicada pelo ?Clarín?, o principal jornal argentino, (que é proprietário de dois provedores na Argentina, um pago e outro gratuito), Bellagamba afirmou: ?Graças à desregulamentação dos serviços de telefonia, pudemos fazer acordos com as telefônicas. Em países onde esses acordos com as telefônicas são possíveis, a internet grátis também é possível?.

No Brasil, tem sido divulgado equivocadamente pela imprensa que o provimento de acesso gratuito baseado em taxas de interconexão, seria um modelo de exceção que só existiria por aqui. ?O caso da Argentina é muito similar ao brasileiro?, afirma Matinas Suzuki Jr., co-presidente do iG, o maior provedor de acesso gratuito no Brasil.

?Isso mostra que o acesso gratuito é a única alternativa para países pobres como Argentina, Chile, onde também existe internet grátis, e Brasil terem competitividade digital. O caso da Argentina, com mais de uma centena de provedores gratuitos, mostra que, como no caso brasileiro, a internet grátis impulsionou espetacularmente os negócios de internet nos dois países. Por que os argentinos podem ter um grande benefício que também está na lei em vigor no Brasil e os brasileiros não podem ter? Nós vamos ficar para trás na corrida digital??”

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“Pedidos de reajuste de tarifa poderão ser negados (Anatel é contra repasse de receita das teles aos provedores gratuitos)”, copyright Folha de S.Paulo, 17/1/03

“A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pretende evitar que as operadoras de telecomunicações repassem aos provedores gratuitos de internet parte das receitas que obtêm com a remuneração das suas redes de telecomunicação.

O superintendente de universalização da Anatel, Edmundo Matarazzo, considera injusto que os usuários dos serviços de telefonia sejam punidos com o subsídio ao acesso à internet. ?Todos os usuários não podem ter um ônus para que alguns [os usuários de internet gratuita] se beneficiem?, disse, referindo-se aos subsídios.

De acordo com superintendente, que participou ontem de audiência pública sobre modelos de acesso à internet, realizada na Anatel, a legislação não permite essa transferência.

Segundo ele, a Anatel poderá negar pedidos de reajuste das operadoras caso constate que as receitas obtidas com os serviços de telecomunicações estão sendo usadas para outro fim, como financiar um provedor gratuito de internet. Pelo contrato das concessionárias de telefonia, as tarifas devem remunerar a empresa pelo serviço de telefonia.

A justificativa da agência é que, ao transferir receitas para outro serviço, a empresa estaria cobrando ?tarifas desnecessárias? de seus usuários que não acessam a internet.

A Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet) já pediu à Anatel que investigue a transferência de receitas de operadoras de telefonia fixa para provedores gratuitos.”

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“Acesso a internet vai mudar, mas qualidade deve ser mantida (Anatel estuda primeiro as mudanças no sistema de conexão por linha discada)”, copyright O Estado de S.Paulo, 17/1/03

“As operadoras de telecomunicações não poderão tolerar quedas na qualidade da prestação dos serviços por causa de dificuldades que podem surgir com as mudanças nas regras de acesso à internet, alertou o superintendente de Universalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Edmundo Matarazzo, durante audiência pública sobre a proposta de regulamentação do acesso à internet. A regulamentação proposta trará novas opções de acesso à rede mundial de computadores.

Matarazzo afirmou que os padrões atuais de qualidade estão no mínimo e, se houver mudança, será para aumentar as exigências. O atual sistema de acesso à internet não será alterado pela nova regulamentação que está sendo debatida pela agência, garantiu o superintendente. A proposta abrangerá apenas a conexão por linha discada (via serviço telefônico comum), que representa 90% dos acessos, mas posteriormente deverá haver norma semelhante para os serviços de banda larga.

O atual sistema, diz Matarazzo, traz benefícios para alguns grupos de usuários por cobrar apenas um pulso telefônico em determinados horários, independentemente do tempo de uso da internet. Ele defende o estudo de formas alternativas de cobrança.

Uma das opções de tarifas alternativas para o serviço de acesso à internet é a tarifa ?flat?, pela qual o usuário paga uma taxa mensal e usa a linha telefônica para se conectar à internet pelo tempo que desejar. A Telefônica iniciou experiência com essa tarifa em São José dos Campos e, dependendo dos resultados, poderá estendê-la a outras regiões, disse o vice-presidente de regulação da empresa, Eduardo Navarro. Matarazzo, porém, alerta que ?tarifa flat não é sinônimo de tarifa barata?.

A nova norma proposta permite inclusive o uso de cartões de acesso, semelhantes aos da telefonia celular, que funciona com créditos, sem necessidade de o usuário ser vinculado a uma operadora ou a um provedor de internet. A regra quer estabelecer um único número de acesso aos provedores (0700, seguido do número do provedor), que poderá ser usado em qualquer cidade, com tarifas que variam dependendo da distância. Também está previsto um acesso especial a serviços de transmissão de dados (1700 mais o número do fornecedor) que permitirá o acesso de qualquer linha telefônica, sem precisar de um ponto específico do provedor. (J.R./AE)

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“Usuário poderá escolher operadora”, copyright Folha de S.Paulo, 18/1/03

“Os usuários de internet devem ter em breve a liberdade para escolher as operadoras de telefonia fixa que intermediarão seu acesso ao provedor. Essa é uma das principais novidades do novo regulamento que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) está apresentando para consulta pública à sociedade.

Assim como o usuário escolhe o código de operadoras para fazer ligações de longa distância (como o 15 da Telefônica ou 21 da Embratel), ele poderá fazer o mesmo para acessar seu provedor. Digitará, via computador, os números 07, seguidos do código da operadora e do número do provedor.

O superintendente de universalização da Anatel, Edmundo Matarazzo, afirmou ontem que o principal objetivo dessa nova regulamentação, que ainda precisa ser aprovada, é baratear o acesso à internet. Ao poder escolher a operadora que intermediar seu acesso ao provedor, o usuário estimulará a concorrência.

Matarazzo participou de uma audiência de consulta com cerca de 400 representantes de provedores, operadoras, entidades de classe e pessoas físicas sobre o novo regulamento. ?A grande barreira para a expansão da internet são os custos da telefonia, não os preços dos provedores.?

Somente 350 dos 5.561 municípios do país têm provedor local. A Anatel prevê que a escolha da operadora de telefonia para ter acesso ao provedor pode até mesmo estimular o surgimento de novos provedores nas cidades.

Isso porque o regulamento prevê que toda a operadora terá de ter um plano alternativo de custos mais baratos para os usuários de internet. Mas quem acessar um provedor fora de sua cidade terá de bancar ainda assim uma ligação local e de longa distância.

?Um provedor que quiser se instalar em uma cidade pode ganhar os clientes locais. Quem vai determinar isso é o mercado e a disputa entre as operadoras?, disse Matarazzo.

Pelas novas regras, o usuário que não optar pelo sistema de escolha de provedor acabará discando automaticamente o código 0700. ?Com isso, ele utilizará diretamente a operadora com quem tem contrato de assinatura.? Em São Paulo, por exemplo, poderá ser a Telefônica, a Vésper ou a Embratel, conforme o contrato. A Anatel prevê também que o usuário poderá escolher a empresa de transmissão de dados pela internet. O código básico será 1700.

Acesso grátis

Matarazzo disse que o novo regulamento não permitirá que operadoras subsidiem provedores gratuitos. ?As tarifas das operadoras não podem ser usadas para outros fins que não sejam a telefonia fixa.? Segundo ele, as operadoras que violarem a legislação podem ficar sem os reajustes anuais autorizados pela Anatel.

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