Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

PRIMEIRAS EDIçõES > VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

Al-Jazira é atacada no Sudão

Por lgarcia em 23/12/2003 na edição 256

VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

A TV árabe al-Jazira disse no dia 17/12 que a polícia sudanesa invadiu sua redação em Cartum e apreendeu equipamentos de transmissão, aparentemente em reação à popular cobertura do canal a questões relativas ao Sudão. Funcionários do governo sudanês negaram as acusações, afirmando que oficiais fardados confiscaram um dispositivo de transmissão da al-Jazira como parte de um "procedimento regular" para verificar seu registro.

Segundo informações da Reuters [17/12], o canal árabe disse em um boletim de notícias que a polícia escoltou o chefe da sucursal de Cartum para o lado de fora do escritório, mas não foi dito o motivo pelo qual ele estaria sendo detido. A emissora disse também que a redação no Sudão havia recebido diversas ameaças da polícia nos últimos tempos. No dia 16/12, a al-Jazira transmitiu um programa que incluía entrevistas com membros de grupos de oposição ao governo sudanês.

O canal, de grande audiência no mundo árabe, irritou vários governos conservadores com suas reportagens. Também foi criticado pela Grã-Bretanha e pelos EUA por sua cobertura da guerra no Iraque.

Um repórter de internet e líder de um sindicato de jornalistas independentes foi encontrado enforcado na haste que abre a porta de sua geladeira no dia 14/12, segundo repórteres do seu sítio, Vlasti.net.

Volodymyr Karachevtsev morava no sul da Ucrânia, ex-membro da União Soviética conhecido por não promover a liberdade de imprensa. De acordo com a Gateway To Russia [16/12/03], 18 jornalistas foram mortos sob circunstâncias suspeitas desde a independência do país, em 1991.

"Temos um monte de dúvidas", dizia o website de Karachevtsev. "Primeiro, a esposa do falecido disse que sua morte não foi acidental. Segundo, não ficou claro como um adulto poderia se enforcar na haste de uma geladeira".

Jornalistas ucranianos reclamam com freqüência de perseguição e ataques feitos por sujeitos desconhecidos. O presidente Leonid Kuchma enfrentou meses de protesto em 2001 devido a suposta ligação com o assassinato de Georgiy Gongadze, repórter de internet que criticava seu governo. Kuchma nega as acusações.

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