Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Altos e baixos na publicidade

Por lgarcia em 12/08/2003 na edição 237

TELETIPO

As revistas americanas estão se recuperando da longa crise de publicidade que vinham enfrentando. Dados do Publishers Information Bureau apontam que o faturamento com anúncios em julho deste ano foi 7,9% maior que no mesmo mês do ano passado, alcançando US$1,16 bilhão. Em um ano, o aumento médio foi de 1,6%, observa o CBS.Marketwatch [6/8/03]. Enquanto isso, os jornais lamentam a falta de anunciantes nos cadernos de empregos. O segmento representava 18% do total de faturamento com publicidade dos diários americanos em 2000, e agora equivale a apenas 9%. A recessão nos EUA e o crescimento dos sítios de empregos na internet são apontados como principais responsáveis pelo problema, segundo a AP [7/8/03].

Não foi só o Brasil que cedeu à indústria de cigarros. A Bélgica decidiu retardar a entrada em vigor de uma nova lei antitabagismo para garantir que poderá voltar a sediar prova de Fórmula 1. Segundo The Guardian [5/7/03], a lei belga, que começaria a valer neste mês, restringe anúncios de cigarro às lojas onde são vendidos. Grupos de combate ao fumo não gostaram do adiamento para 2005, mas o governo nega que tenha cedido a pressões do chefão da Fórmula 1 Bernie Ecclestone, alegando que só quiseram evitar problemas para as equipes de corrida, que têm contratos com as fábricas de cigarros.

Nota do Guardian [7/8/03] dá conta de que a Reuters estaria planejando transferir sua redação de negócios do Reino Unido para a Índia, como forma de reduzir gastos. Sob pressão de concorrentes como a Bloomberg, a agência inglesa tem planos de cortar 3 mil de seus 13 mil funcionários. Com o aumento das atividades nos novos escritórios de Bangalore e Hyderabad, mais jornalistas da Europa e nos EUA devem ser demitidos. O serviço de informações financeiras responde por 93% do faturamento da Reuters, que teve, no ano passado, prejuízo pela primeira vez em 151 anos de história. Empresas britânicas têm instalado unidades na Índia, onde há mão-de-obra anglófona barata, para fazer serviços como telemarketing. A iniciativa da Reuters, de transferir a parte principal de seu negócio para o país asiático, é inédita.

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