Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

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Antonio Brasil

Por lgarcia em 19/08/2003 na edição 238

TELESPECTADOR NA TV

"Por uma TV do telespectador", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 15/08/03

"Enquanto o noticiário denuncia o ?pior? verão da história dos telejornais americanos, com índices de audiência despencando em todas as emissoras, surge mais uma nova proposta para evitar a decadência do meio. Talvez ainda haja tempo para reverter uma tendência perigosa que ameaça o jornalismo de TV.

Imagine uma emissora onde todos programas não são produzidos por ?profissionais? de TV, mas pelos próprios telespectadores. Milhares de pessoas com as suas minicâmeras espalhadas por todo o país enviando via internet seus ensaios videográficos, matérias jornalísticas ou meras propostas pessoais ou reclamações que se transformariam na própria programação de uma rede de TV do telespectador. Sonho? Utopia? Não minha gente, a proposta já existe e pode se tornar realidade em breve.

O ex-vice-presidente americano Al Gore, aquele mesmo candidato que ?quase? se tornou presidente e que defendia tanto a construção das supervias na internet está lançando uma nova rede de TVs a cabo onde o telespectador é o principal produtor de conteúdo. Ele está discutindo a proposta com um dos profissionais mais criativos da MTV, Steve Rosenbaum da Câmera Planet, responsável por um dos maiores sucessos do canal de música, o ?Unfiltered?. Como toda boa idéia em TV, o programa era muito simples e não custava quase nada. Os jovens gravavam seus próprios ?diários? em vídeo e enviavam para os produtores que se encarregavam da seleção e até mesmo davam dicas para os telespectadores sobre algumas regras básicas da linguagem audiovisual.

O programa foi um grande sucesso no final dos anos 90. Era ao mesmo tempo super divertido e educativo. Sempre digo, poucos acreditam, que a MTV é uma das únicas fontes de criatividade na TV. O problema é que pessoas ?sérias? não deveriam assistir à MTV. Puro preconceito. Em meio a muitas bobagens, o canal de música ainda revoluciona a linguagem televisiva e revela diversos talentos. Dá um banho de criatividade na ?escuridão? das nossas TVs comunitárias, principalmente nas baixarias das nossas TVs universitárias.

Hoje, fazer TV ou aprender a escrever com as imagens pode ser tão importante ou necessário para um jornalista ou para um telespectador quanto aprender a escrever com palavras. Existem regras básicas, uma espécie de gramática audiovisual que requer conhecimento, mas assim como as palavras, ainda é só uma questão de aprendizado, talento e determinação. Apesar das regras, ainda temos muito espaço para o desenvolvimento de novos estilos que só dependem da ?criatividade? ou do talento individual que não deveriam ser prisioneiros de duvidosos ?padrões de qualidade?. A produção televisiva e a tecnologia do vídeo estão cada vez mais acessíveis e já permitem grandes ?viagens?.

Agora imagine um telejornal como o JN com um bloco inteiro produzido pelos telespectadores. Matérias produzidas por quem não tem voz na TV. Assim como temos um espaço para comentários dos leitores aqui no Comunique-se, a TV do telespectador inverte uma relação perversa do meio onde um fala para todos. Nessa nova proposta de telejornalismo, abolimos uma das suas piores invenções ou armações: o famigerado ?povo fala?. Sempre fui radicalmente contra. É uma grande enganação. Não tem qualquer valor de pesquisa e induz a confirmar o ?inconfirmável?. É muito perigoso. Coloca na boca do povo, a Voz de Deus, qualquer proposta duvidosa de tantos editores. Quantas vezes fui para a rua com ordens de produzir um determinado ?povo fala? que confirmasse os objetivos da matéria. ?Brasil, a matéria é sobre a ?decepção? dos eleitores com o novo governo. Quem falar ao contrário, corte ou elimine na edição?. O povo ?fala? na TV somente aquilo que o jornalista ou o patrão determina. Mas, isso é um outro problema…

Na proposta de uma TV do telespectador, representantes do próprio público se tornam editores ao selecionar o que vai ao ar. Trata-se de mais uma proposta de guerrilha na TV. Assim como outros guerrilheiros, lutamos com o que temos a mão. Sonhar com um tanque de guerra de última geração ou com uma rede de TVs públicas brasileiras livre, de verdade, não muda o mundo. Mas uma boa idéia em um meio poderoso de comunicação pode, ao menos, torná-lo menos ?injusto?. Outros, com muito menos, mudaram o mundo! Agora, só para provocar os mais radicais. Vocês já imaginaram o poder dessa proposta para movimentos populares como o MST? Já imaginaram uma rede de TV MST? É só uma questão de tempo!"

 

MULHERES APAIXONADAS

"Dan Stulbach passa longe do esteriótipo", copyright O Estado de S. Paulo, 17/08/03

"A estréia profissional de Dan Stulbach foi fenomenal. Meio por acaso, caiu de pára-quedas num teste para um clássico de Henrik Ibsen e levou o papel principal. Jornais, revistas e TVs foram atrás do menino, então com 19 anos, que tinha tudo para ser a revelação do ano. Era 1991, mas só em 2002 ele levou o prêmio.

E foi apenas no ano passado que Dan desencantou. Foi premiado com o Shell e o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) por Novas Diretrizes em Tempos de Paz, peça em que divide o palco com Tony Ramos. Durante esse tempo, ou percurso, como ele prefere chamar, interpretou, dirigiu, escreveu e deu muita aula de teatro.

Além dos prêmios, Novas Diretrizes, que fica em cartaz no Teatro Hilton, em São Paulo, até o fim do mês, também lhe rendeu o convite para a novela Mulheres Apaixonadas. O autor Manoel Carlos esteve duas vezes na platéia e no camarim para dizer a ele que eles iriam trabalhar juntos. Daí veio o outro prêmio para o menino que, na adolescência, pensou em seguir a profissão do pai, Engenharia.

Tímido, Dan entrou no meio da trama e roubou a cena com Marcos, o marido violento da professora Raquel (Helena Ranaldi). Por causa dele, ganhou a atenção do público e também as piadas do Casseta & Planeta. ?Sempre me chamaram de Tom Hanks, mas por causa deles virou febre?, diz. Em Mulheres Apaixonadas, Dan experimentou a TV, o sucesso repentino, o assédio. Na novela encontrou uma velha aluna, Regiane Alves, a Dóris. Agora dá para entender como ela consegue ser tão malvada.

Estado – De onde veio a influência para ser artista?

Dan Stulbach – Comecei a fazer teatro relativamente tarde no Colégio Rio Branco, onde estudava. Estava no 3.? colegial e nunca tive o sonho nem o desejo de ser ator. Tem gente que fala que desde pequeno já sabia o que ia fazer, no meu caso não foi assim.

Estado – Você pensava em quê?

Dan – Meu pai é engenheiro e minha mãe é arquiteta. Tenho uma irmã nutricionista. Era muito bom aluno e prestei vestibular para Medicina, Engenharia e Administração e passei em tudo. Optei fazer Engenharia. Era natural, o teatro é que não era natural. E, exatamente por ser bom aluno, tinham outra expectativa a meu respeito.

Estado – Ser ator foi de alguma forma frustrante?

Dan – Foi surpreendente. Para meus pais, para mim, para todo mundo. Eu mesmo demorei um tempo para pensar, perceber que não era só uma coisa que me dava muito prazer, que eu me envolvia muito, que não era uma coisa passageira. Parece que estou falando de uma mulher (risos).

Estado – Costumam dizer que você é tímido. A escolha do teatro, no início, teve a ver com essa timidez?

Dan – Todo ator, todo artista, de certa maneira, é um pouco tímido. A arte é uma maneira de dizer aquilo que ele não consegue dizer na vida, uma maneira de se expressar. E comigo não foi diferente. Eu era um cara relativamente quieto, mas com o teatro consegui, com certeza, dizer mais coisas. Tem esse paradoxo que é você falar de emoções suas através de pessoas que teoricamente não são você. Você é outro para falar de você mesmo.

Estado – E sempre tem um pouco de você nos personagens?

Dan – Acho que a gente empresta sentimentos verdadeiros, emoção verdadeira. Agora, as escolhas, o caráter, nunca é o seu.

Estado – A maioria dos atores tem argumentos para defender seus personagens. Você tem algo a dizer do Marcos?

Dan – Tento fugir dessa história. O que percebi, e isso foi um bom aprendizado, é que se começo a cair nesse truque do ?ele é legal ou ele não é legal? eu mudo o jeito de fazer o personagem. Por isso, tento me distanciar de qualquer julgamento. Não estou falando isso por causa do Marcos, um personagem polêmico. É um recurso de interpretação que tenho. Se eu achar tal atitude boa ou ruim, vou achar que não devia fazer isso.

Estado – Seria interpretação tendenciosa?

Dan – Por exemplo, o Marcos. Lá atrás, eu poderia falar: ?Puxa, será que ele precisa fazer isso?? Mas não sou eu que tenho que avaliar isso. Ele sente que precisa fazer e por isso faz.

Estado – Faz 13 anos que você iniciou sua carreira e parece que só agora o descobriram. Você pensa assim?

Dan – Larguei a faculdade de Engenharia antes de começar o 2.? ano e fui fazer ESPM e EAD. Me formei pela ESPM em Comunicação Social e larguei a EAD porque estava novamente em dúvida e precisava trabalhar. Foi aí que comecei a dar aula de teatro. Adorava o bem que o teatro fazia. Mas lembro a minha estréia profissional, que foi em um papel enorme na peça Peer Gynt, um clássico do Ibsen. Foi até capa do Caderno 2 na época, em 1991. Eu tinha 20 anos. Na verdade, foi tudo muito rápido no início, mas depois concentrei muito nas aulas. Queria mostrar para mim mesmo que eu podia me sustentar fazendo teatro. Há três anos que eu decidi parar com as aulas.

Estado – Você se ressente de só ter estourado agora?

Dan – A minha resposta para você seria: eu fico feliz de isso estar acontecendo agora porque me sinto muito mais preparado para lidar com o público e para o que o trabalho de TV me pede. Rapidez, concentração, exatidão. Hoje, lido melhor com os elementos da profissão e, como pessoa, também estou mais estruturado. Às vezes, olho para pessoas mais novas que estão fazendo televisão e não sei como reagiria na idade deles. Estou mais tranqüilo, consigo me relacionar com toda essa virada geral de uma maneira saudável. Mas é claro que eu não sabia nada disso durante o percurso todo. E, durante esse percurso, sempre quis ter uma oportunidade maior.

Estado – Como vem sendo o retorno? Você esperava?

Dan – Eu não vou criar para você uma ingenuidade. Você também escolhe fazer televisão pela repercussão. E esse é um desafio. Mas não sabia que ia ter essa proporção. As pessoas que sabem da minha história toda sempre têm uma reação de felicidade. Das que não me conhecem, ouço de tudo. A maioria sempre vem para parabenizar, mas logo em seguida vem uma bronca: ?Ai, eu te adoro, mas eu te odeio!? Uma relação meio ambígua.

Estado – Como é trabalhar na TV?

Dan – Tem alguns mitos de televisão que estão sendo inversos do que dizem por aí. Fiz outro dia uma cena em que o Marcos perseguia a Raquel na escada. A cena foi uma idéia minha que eu ofereci ao diretor (Ricardo Waddington) e ele ainda melhorou minha idéia. O Marcos é um pouco isso. Eu tive uma maneira pessoal de entender esse cara e a direção me apoiou e bancou minhas idéias.

Estado – Você teve algum preconceito com TV?

Dan – Acho que o veículo não credibiliza o trabalho e que existem peças e filmes péssimos também. Já vi coisas maravilhosas na TV: Anos Rebeldes, Grande Sertão Veredas, Vale Tudo…

Estado – Você acha que o fato de ser um rosto pouco conhecido, até então, facilitou a composição do Marcos?

Dan – Acho que o fato de eu ter uma cara desconhecida do grande público aumentou o mistério.

Estado – Você parece ser muito calmo. As pessoas se surpreendem ao vê-lo?

Dan – É natural que as pessoas esperem encontrar o Marcos, mas, da minha parte, tenho bem claro que Marcos é uma composição. O olhar que ele faz é um olhar pensado. Quanto mais ele parecer verdadeiro para o espectador, mais feliz fico.

Estado – Você fez um laboratório com um grupo de ajuda?

Dan – O que fiz foi ir ao Instituto Noos, no Rio. Lá, conheci alguns dos homens que passaram por isso. Fiquei observando os gestos, o olhar. Também tive um papo com o psicanalista que cuida deles. Até então, eu entendia por que uma pessoa explode uma vez na vida e bate em alguém. É claro que entender não significa aceitar. O que eu não entendia era por que ele volta a bater. Perguntei ao médico por que o Marcos impõe sua presença em vez de sair de casa, que talvez seja a melhor maneira para reconquistar essa mulher. E ele me falou que isso é sinônimo de masculinidade para ele. Recuar, sair, é não ser homem. E daí você começa a entender que há um imaginário da masculinidade. Ele também disse que 90% das pessoas que praticam a violência em casa viram a violência quando criança. É um ciclo.

Estado – Na sua análise, qual é o problema do Marcos?

Dan – Ele é evidentemente um homem que tem problemas (risos). Não quero qualificá-lo. Tento criar uma ambigüidade para o personagem, pois todo ser humano é ambíguo. Se eu fizesse o Marcos apenas violento e raivoso ele seria um estereótipo. Tento criar alguma qualidade nele para ter um contraponto e para que ele se torne humano, para que se torne razoável que ele tenha ficado com essa mulher tanto tempo ou que ela tenha se apaixonado por ele.

Estado – Como foi esse trabalho de composição?

Dan – Tudo é mais sutil na TV, pois ela trabalha muito com aquilo que você parece ser. A mocinha tem cara de mocinha, o bandido tem cara de bandido. E foi legal fazer o Marcos sem ter cara de vilão. Quando fui escolhido para o personagem todo mundo falava que eu, Dan, parecia inofensivo. Tentei manter esse elemento. Não espetei o cabelo e fiz cara de mau. Tudo para criar a ambigüidade.

Estado – Tem medo de ficar marcado pelo Marcos?

Dan – Não me preocupo com isso. Tento fazer bem o meu trabalho e pronto. Aliás, se eu ficar marcado por ele, vou ficar superfeliz."

 


"Marcos leva homens a pedirem ajuda em ONG", copyright O Estado de S. Paulo, 17/08/03

"Há quem veja Marcos em Mulheres Apaixonadas com certo temor. Diante do caso, sim, tem homem que se pergunta: será que eu vou ficar igual a ele? Por conta dessa identificação, a ONG paulistana Pró-Mulher Família e Cidadania tem registrado nos últimos meses um público diferente daquele a que está acostumada a lidar desde que foi criada, em 1977.

?No início atendíamos apenas mulheres, mas, de dez anos para cá, paramos de tratar apenas um lado como vítima e outro como vilão e tentamos fazer com que as pessoas se tornem mediadoras do diálogo?, conta a psicanalista Malvina Muszkat, presidente da instituição que atende atualmente a cerca de 250 pessoas por mês. ?Desde que o Manoel Carlos passou a inserir as cenas do Marcos, recebemos ligações de homens que assumem ter um comportamento violento e pedem a nossa ajuda.?

Para Malvina, o personagem é diferente dos homens com os quais lidou durante os últimos anos na instituição. ?Esses homens que entraram em contato conosco são uma população nova para nós e já estamos montando um primeiro grupo para discutir esse problema.? O mais interessante, ela completa, ?é registrarmos o fenômeno de homens – que geralmente são tidos como canalhas – preocupados com sua conduta?.

A psicanalista ressalta que o comportamento de Marcos nada tem a ver com o perfil dos assistidos pela instituição. ?Os homens da ONG não têm o perfil traçado pelo autor e interpretado pelo Dan. Não atendemos a doenças psiquiátricas e o caso do personagem é patológico, ele é doente. Ele acredita que está certo e não sente nenhuma culpa diante de suas atitudes violentas, enquanto um homem que espanca uma mulher possui autocrítica, sabe que está fazendo algo errado.?

Organizadora dos textos que compõem o livro Mediação de Conflitos? Pacificando e Prevenindo a Violência, lançado no início de agosto pela Editora Summus com base na experiência de profissionais como advogados, assistentes sociais e psicólogos que atuam na ONG, Malvina é a primeira a condenar o comportamento da personagem Raquel e dizer que sua passividade colabora para que o marido continue suas sessões de dominação.

?O perfil traçado para a Raquel é algo bastante comum entre as mulheres que sofrem com a violência doméstica. Elas ficam numa posição ambígua: brigam, depois fazem as pazes e se entregam ao marido, para depois reiniciar o círculo vicioso da violência. É necessário impor limites para que a mulher não se torne a vítima eterna do homem?, salienta a psicanalista.

Para Malvina, ela atua como uma manipuladora. ?A Raquel é omissa e muito fraca de caráter. Ela mobiliza as pessoas à sua volta e faz com que todo mundo se preocupe com seus problemas, enquanto é a única pessoa que pode buscar uma solução, pedindo ajuda, por exemplo. Mesmo que ela não perceba, ao propor acordos com seu agressor está manipulando a situação e chamando a atenção para si, assim como as mulheres que apanham e acreditam se tratar de uma demonstração de ciúmes. De alguma maneira, essa atitude ambígua estimula o homem a ter um comportamento cada vez mais agressivo.?"

 


"Merchandising paga ?Mulheres Apaixonadas?", copyright Folha de S. Paulo, 17/08/03

"Anunciantes de última hora estão decepcionados. Na semana passada, a Globo avisou às agências que não há mais espaço na novela ?Mulheres Apaixonadas? para merchandising, publicidade em que personagens comentam vantagens desse ou daquele produto. Já está tudo vendido. De quinta passada até o último capítulo, em outubro, haverá um merchandising por capítulo. No total, desde o início da novela, serão 98 ações, um recorde. Cada merchandising em ?Mulheres? custa na tabela R$ 412 mil, o que dá uma receita bruta de R$ 40,4 milhões, pouco mais de todo o custo da novela. Ou seja, só o merchandising paga toda a novela.

Desencanado Sem nenhuma chance de voltar ao ar na Band, embora seu contrato só vença no final do ano, o ex-VJ Marcos Mion vai passar uns tempos na Europa.

Musas As cantoras Marina Lima, Paula Toller e Daniela Mercury foram escaladas pela MTV para entregar o prêmio de melhor videoclipe de MPB no Video Music Brasil deste ano, que acontece na semana que vem em São Paulo.

Idade Apresentadora do ?Fábrica Maluca?, na Record, a loira Eliana percebeu que seu público cresceu e vai tentar acompanhá-lo. A partir de amanhã, seu programa, das 14h às 15h45, deixará gradualmente o público infantil. Ficará mais voltado para adolescentes."

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