Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Arnaldo Comin

Por lgarcia em 03/10/2001 na edição 141

FSP & OESP, JUNTOS

"Folha e Estado fundem distribuição", copyright Valor Econômico, 28/09/01

"Os grupos Folha da Manhã e O Estado de S. Paulo firmaram ontem uma associação inédita no segmento de jornais no Brasil. Principais concorrentes no mercado paulista, anunciaram a fusão das operações de logística e distribuição para seus produtos. A partir da união nasce a S. Paulo Distribuição e Logística Ltda., que aglutinará toda a estrutura de distribuição que as duas companhias possuem hoje. A associação não inclui mudanças na competição editorial e comercial entre os dois grupos.

Somadas as operações, a nova empresa passa a atingir 700 mil domicílios e percorrer 50 mil quilômetros diariamente em todo o território nacional.

O objetivo imediato de Folha e Estado com a fusão é reduzir em 20% os custos de distribuição de seus jornais. Em dois anos, a economia deve chegar a 25%.

Para dirigir a S. Paulo Logística, os sócios pretendem contratar um profissional do mercado, com experiência no setor de distribuição de produtos perecíveis e não ligado a nenhum dos grupos. Cada grupo terá duas cadeiras no conselho da nova empresa.

?Queremos ter uma estrutura totalmente profissional, que posicione a S. Paulo Logística como uma empresa capaz de atender outros clientes e disputar mercado abertamente?, diz o presidente do Grupo Folha da Manhã, Luís Frias. A médio prazo, há interesse em gerar negócios com comércio eletrônico e distribuição de produtos editoriais de terceiros.

Os sócios declararam que, em função da perspectivas de crescimento, não há previsão imediata de cortes na estrutura operacional, o que inclui funcionários.

A S. Paulo Logística nasce com a responsabilidade de distribuir quatro publicações: ?O Estado de S. Paulo? e ?Jornal da Tarde? , do Estado, e ?Folha de S. Paulo? e ?Agora?, da Folha. O Valor, de propriedade, em partes iguais, do Infoglobo e grupo Folha, tem sua estrutura de distribuição dividida em nível nacional pelos dois parceiros. Em conseqüência, também será atendido pela S. Paulo Logística.

Folha e Estado estimam que as primeiras operações totalmente unificadas acontecerão dentro de quatro meses, começando pelo interior de São Paulo. A consolidação do projeto deve ocorrer até agosto de 2002.

Fusões operacionais entre concorrentes não são novidade nos Estados Unidos, onde há 10 anos existe um movimento de unificação de estruturas logísticas e de produção. ?Lá existem vários exemplos de concorrentes que são até impressos nas mesmas gráficas, mantendo apenas a estrutura editorial independente?, afirma o diretor-presidente do grupo Estado, Francisco Mesquita Neto.

Frias justificou a criação da companhia por três motivos: aumento dos custos, acirramento da concorrência no mercado e queda na receita publicitária.

?Pode-se dizer que, apenas em função da explosão do dólar, o custo final de exemplar ficou 40% mais caro?, calcula Frias.

O maior ?vilão? é o papel jornal. O produto aumentou muito sua cotação nos últimos dois anos e vem sendo comercializado a US$ 600 a tonelada desde o final de 2000. De lá para cá, o preço disparou, em reais, de R$ 1,2 mil para R$ 1,7 mil e a previsão é de que feche ano cotado a R$ 1,6 mil a tonelada.

Em paralelo, o setor vem sofrendo com a queda na receita publicitária. De acordo com Mesquita, que é presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), o faturamento com publicidade do meio caiu 15%, em média, de janeiro a agosto. O efeito foi menor em classificados, mas nas páginas de noticiário a retração chega a 20%."

"Jornais paulistas se unem para facilitar distribuição", copyright PanoramaBrasil (www.panoramabrasil.com), 27/09/01

"Os dois principais jornais do Estado de São Paulo — Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo — anunciaram nesta quinta-feira a criação de uma empresa que fará a distribuição conjunta de seus exemplares. Os dois jornais são sócios em partes iguais na S.Paulo Distribuição e Logística Ltda.

A iniciativa deve trazer uma redução imediata de custos de 20% por exemplar entregue e de até 25% em um prazo de dois anos. A associação foi idealizada a partir da retração do mercado publicitário e do aumento do preço do papel de imprensa.

O ganho de escala deve proporcionar melhora de 30% nos índices de eficiência e qualidade de distribuição, segundo as associadas. O jornal Folha de S. Paulo possui hoje circulação diária média de 395.975 mil exemplares e O Estado de S. Paulo de 337.182 mil exemplares, conforme dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) relativos ao mês de julho.

Segundo os executivos das duas empresas, Luis Frias, presidente do Grupo Folha, e o diretor-superintendente do Grupo Estado, Francisco Mesquita Neto, os dois jornais continuarão competindo editorialmente. Os horários de chegada às bancas é, segundo eles, praticamente idêntico hoje e, portanto, não deverá ser alterado com a nova associação.

A S.Paulo Distribuição e Logística começa a operar em quatro meses no interior do Estado devendo chegar à capital posteriormente. O término da implantação deverá ocorrer em um ano.

A nova empresa terá toda a sua equipe contratada no mercado, a fim de preservar a confidencialidade de dados dos dois concorrentes. Os executivos não informaram valores relacionados ao plano de negócios da nova empresa."

    
    
                     
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